60% das violações de dados são causadas por erro humano

Verizon DBIR 2025 revela que 60% das violações de dados são causadas por fator humano; impacto para CISOs e líderes de TI globalmente.

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Equipe de segurança monitora falhas humanas em ambiente corporativo, destacando como violações de dados podem surgir por erro humano.

Equipe de segurança monitora falhas humanas em ambiente corporativo, destacando como violações de dados podem surgir por erro humano.

O impacto do fator humano nas violações de dados

O Verizon Data Breach Investigations Report 2025, que analisou mais de 22 mil incidentes de segurança globalmente, revela que 60% das violações de dados confirmadas estão relacionadas ao fator humano. As principais causas incluem credenciais comprometidas, engenharia social e erros operacionais, o que redefine as prioridades estratégicas de CISOs e líderes de TI em todo o mundo.

O relatório, que abrange 22.052 incidentes e 12.195 violações confirmadas, destaca que a tecnologia sozinha não é suficiente para garantir a segurança das organizações. O fator humano é um elemento crítico a ser considerado nas estratégias de proteção.

O que está por trás dos 60%

O relatório detalha como o fator humano se manifesta nas violações. Dentre as ocorrências com envolvimento humano, 32% estão ligadas ao abuso de credenciais, como senhas fracas ou vazadas. Além disso, 23% das violações são resultantes de ações de engenharia social, como phishing, enquanto 14% são decorrentes de erros operacionais e 7% estão relacionadas a malware.

Embora o número de violações com origem em falhas humanas tenha diminuído em relação ao ano anterior, a redução não deve ser ignorada, pois confirma uma tendência que o mercado deve enfrentar com seriedade.

O custo financeiro do descuido humano

O impacto financeiro das violações de dados é alarmante. O IBM Cost of a Data Breach Report aponta que o custo médio global de um vazamento foi de US$ 4,44 milhões em 2025. No Brasil, esse valor chega a R$ 6,75 milhões por incidente. O envolvimento de terceiros nas violações também aumentou, passando de 15% para 30%, o que amplia o escopo da gestão de segurança.

O ransomware continua a ser uma preocupação significativa, presente em 44% das violações confirmadas, com um aumento de 32% em relação ao ano anterior. Apesar disso, o tempo médio para identificar e conter uma violação caiu para 241 dias, o menor índice em quase uma década, indicando melhorias na capacidade de detecção.

CISOs colocam o erro humano no centro da estratégia

Os líderes de segurança estão cada vez mais reconhecendo o erro humano como o principal risco cibernético. De acordo com o Proofpoint Voice of the CISO 2024, 74% dos CISOs apontam esse fator como uma preocupação central. O Gartner também reforça essa visão, destacando a gestão de identidades como uma prioridade nas estratégias de segurança.

Programas de conscientização sobre segurança estão se tornando mais comuns, com iniciativas que vão além de ações pontuais, integrando-se à cultura organizacional. Simulações de ataques de engenharia social são agora uma prática regular em empresas que buscam maturidade em segurança.

O papel estratégico do RH na cibersegurança

O DBIR 2025 evidencia a importância da colaboração entre Recursos Humanos e Segurança da Informação. O RH agora desempenha um papel crucial, incorporando competências digitais e segurança nos processos de desenvolvimento organizacional.

A integração do fator humano à cultura da empresa é uma responsabilidade compartilhada entre TI e RH, com métricas de comportamento em segurança digital sendo incluídas em processos como onboarding e avaliações de desempenho.

O que líderes de TI precisam fazer agora

Os dados do DBIR 2025 indicam que investir apenas em soluções tecnológicas não é suficiente. É essencial tratar o fator humano com a mesma seriedade aplicada à infraestrutura de segurança. Isso envolve revisar políticas de gestão de credenciais, ampliar programas de treinamento e integrar o RH nas iniciativas de segurança.

Com o custo médio de um incidente no Brasil sendo de R$ 6,75 milhões, o investimento em medidas preventivas é não apenas justificável, mas necessário. O relatório oferece um guia para executivos de TI e Cibersegurança que desejam elevar a maturidade de suas organizações, destacando a importância de ações concretas e estratégicas.

Fonte por: Its Show

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