Transformação Digital no Agronegócio Brasileiro
O agronegócio brasileiro planeja destinar entre 10% e 20% do orçamento de TI para inovações em 2026, segundo a pesquisa “Antes da TI, a Estratégia (ATI)” do IT Forum Inteligência. Esse movimento demonstra que o setor está se afastando da imagem conservadora em relação à tecnologia.
O investimento em tecnologia agora não é mais apenas um suporte, mas se torna parte central das operações, abrangendo desde a logística até a rastreabilidade e a gestão de insumos. Essa mudança reflete uma nova abordagem onde a transformação digital é vista como uma responsabilidade compartilhada por toda a empresa.
A maior parte dos orçamentos de TI está concentrada entre R$ 30,1 milhões e R$ 50 milhões, mas 57% das empresas afirmam que recursos para inovação vêm de outras áreas, indicando que a digitalização é uma prioridade em todo o negócio.
Inovações no Campo
A eficiência no agronegócio é crucial, significando a entrega precisa de insumos no momento certo. A cooperativa Coamo, por exemplo, digitalizou a gestão logística para reduzir a dependência de registros manuais e aumentar a confiabilidade das informações de estoque, essencial para atender a demanda crescente dos produtores.
Essa modernização resultou em rotinas logísticas padronizadas e melhorias significativas na eficiência do atendimento aos cooperados, demonstrando como a inteligência artificial e a automação estão redefinindo a produtividade no campo.
Rastreabilidade como Diferencial Competitivo
A confiança nos dados se torna cada vez mais importante em um mercado conectado a critérios ambientais e financeiros globais. Saber a origem dos produtos e como foram produzidos é fundamental para agregar valor ao produto agrícola.
Na ulisa, a combinação de blockchain, internet das coisas e inteligência artificial tem sido utilizada para garantir a rastreabilidade da produção e apoiar estruturas financeiras sustentáveis. Essa tecnologia não apenas organiza processos, mas também aumenta a transparência e fortalece as relações com investidores e mercados internacionais.
Prioridades em Tecnologia no Agronegócio
De acordo com a ATI, as áreas de tecnologia do agronegócio estão focadas em soluções que gerem impacto imediato. As principais prioridades para os próximos 12 meses incluem:
- Inteligência artificial e aprendizado de máquina (71%)
- IA generativa (57%)
- Armazenamento, cópia de segurança e imutabilidade de dados (57%)
Outras iniciativas, como computação em nuvem pública (43%) e automação avançada de processos (29%), aparecem em segundo plano, evidenciando uma escolha pragmática por tecnologias que promovam eficiência operacional.
Esses dados indicam que o agronegócio está passando por uma transformação silenciosa, mas estrutural, onde a inovação se integra às rotinas produtivas, ajustando processos e ampliando a previsibilidade.
Fonte por: It Forum
