Akamai e Visa lançam camada de confiança para compras com IA e visam reduzir fraudes no e-commerce

Parceria une Trusted Agent Protocol da Visa à inteligência de borda da Akamai para identificar agentes legítimos e combater fraudes.

10/01/2026 14:50

5 min de leitura

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A colaboração entre Akamai e Visa para segurança no e-commerce

No dia 17 de dezembro de 2025, a Akamai e a Visa anunciaram uma parceria para desenvolver uma solução de segurança focada em agentes autônomos de inteligência artificial (IA) que atuam em compras online. A iniciativa combina o Trusted Agent Protocol (TAP) da Visa com a inteligência comportamental da Akamai, visando autenticar esses agentes, vincular a identidade do usuário e mitigar riscos de fraude antes que o tráfego chegue a sistemas sensíveis, facilitando o comércio agêntico em larga escala.

Com a presença de um “agente de IA” em uma loja virtual, surge a necessidade de distinguir entre assistentes úteis e possíveis ameaças. A nova camada de confiança proposta pela parceria busca eliminar essa ambiguidade, integrando o TAP da Visa aos controles de inteligência de borda da Akamai, para autenticar agentes de compras e impedir que tráfego malicioso se disfarce de automação legítima.

O alerta para os CISOs, líderes de e-commerce e equipes de fraude é claro: a automação que se aproxima não é apenas mais uma onda de bots, mas uma transformação na identidade digital. Os varejistas agora precisam comprovar tanto a identidade do agente quanto a do usuário que ele representa, para manter o controle sobre a personalização, segurança e a relação com o cliente final.

Impactos dos agentes de IA no e-commerce

Os agentes autônomos já são capazes de navegar, comparar preços, montar carrinhos e realizar compras em nome dos consumidores. Isso gera um dilema para os varejistas: bloquear a automação pode reduzir a conversão e prejudicar a experiência do cliente, enquanto liberar o acesso sem restrições pode abrir portas para abusos, como credential stuffing e fraudes transacionais.

A infraestrutura de defesa atual foi projetada para diferenciar entre humanos e bots. No entanto, no comércio agêntico, surge um novo tipo de tráfego: a automação legítima com intenção de compra real. Reconhecer esse tráfego “bom” é crucial para evitar que ele seja barrado pelos mesmos controles que protegem o site.

Funcionamento da colaboração Akamai e Visa

O TAP da Visa atua como um framework de autenticação para os agentes, permitindo que eles informem aos lojistas que estão autorizados a realizar compras, além de garantir a segurança das informações de pagamento durante o checkout. O protocolo utiliza infraestrutura web padrão, facilitando a escalabilidade com mínimas alterações na experiência do usuário.

A Akamai, por sua vez, contribui com inteligência comportamental em tempo real e proteção contra bots, permitindo a detecção de anomalias e a diferenciação entre agentes confiáveis e automação maliciosa antes que o tráfego chegue a sistemas sensíveis. Essa abordagem visa reduzir riscos e melhorar a segurança nas transações.

O valor dessa parceria não se resume à segurança, mas também à governança de identidade. A colaboração busca resolver o desafio de provar tanto a identidade do agente quanto a do humano por trás dele, mantendo os sinais de risco e o contexto da conta que os varejistas utilizam para prevenir fraudes.

Urgência em lidar com bots com IA

A discussão sobre o impacto dos bots com IA não é meramente teórica. Segundo o Digital Fraud and Abuse Report 2025 da Akamai, o tráfego de bots movidos por IA cresceu 300% no último ano, com mais de 25 bilhões de solicitações de “bots inteligentes” em apenas dois meses, o que pressiona as medidas antifraude.

A Visa destaca que existem cerca de 175 milhões de estabelecimentos que aceitam seus pagamentos globalmente, e o TAP visa permitir a adoção do comércio agêntico sem comprometer a segurança e a confiança. Isso sugere que a padronização deve vir de cima, impulsionada por pagamentos, e não apenas por marketplaces ou navegadores.

Agenda para CISOs e líderes de fraude

O impacto operacional é significativo: as regras de gerenciamento de bots e de firewall de aplicação web (WAF) precisarão incluir uma nova categoria de confiança. Se o ambiente tratar toda automação como uma ameaça, pode bloquear tráfego legítimo e criar atrito com clientes que utilizam assistentes de compras. Por outro lado, se o ambiente relaxar as regras para aumentar conversões, a superfície de risco se ampliará.

A adoção do TAP sugere três frentes imediatas para grandes empresas:

  • Identidade e consentimento: O varejista deve ter evidências de autorização para que um agente compre em nome de alguém, além de uma trilha de auditoria.
  • Telemetria e resposta: A detecção de anomalias em tempo real é essencial, exigindo integração entre a camada de borda, antifraude e sistemas de segurança.
  • Governança de checkout e pagamento: O TAP deve transmitir dados de pagamento de forma previsível, permitindo que os CISOs definam o que é considerado “normal” para um agente verificado.

Perspectivas para o comércio agêntico em 2026

A Visa já estava preparando o terreno para a implementação do TAP como um padrão aberto, ajudando os varejistas a distinguir entre agentes legítimos e bots maliciosos. A parceria com a Akamai fortalece essa iniciativa, oferecendo soluções de mitigação de abusos, essenciais para lidar com o tráfego automatizado crescente.

A mensagem para o mercado é clara: a automação fará parte do funil de vendas, independentemente da vontade dos varejistas. A diferença entre crescer com essa realidade ou se tornar um alvo está na criação de uma camada de confiança mensurável, baseada em identidade e comportamentos. A aliança entre Akamai e Visa busca se estabelecer como a infraestrutura de confiança necessária para o varejo que deseja experimentar agentes de IA sem abrir novas portas para fraudes.

Fonte por: Its Show

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