Alphabet cria chip de IA com arquitetura Gemini para otimizar custos e eficiência

Alphabet desenvolve chips de inteligência artificial para otimizar o modelo Gemini, visando reduzir custos e dependência de aceleradores.

20/07/2026 17:40

3 min

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Alphabet Desenvolve Novos Chips de Inteligência Artificial

A Alphabet está investindo em uma nova geração de chips de inteligência artificial, com o objetivo de executar o modelo Gemini de maneira mais eficiente. Essa iniciativa visa reduzir os custos de processamento e a dependência de aceleradores de uso geral. A informação foi divulgada por um site especializado e repercutida por veículos de comunicação.

O projeto, denominado internamente como “Frozen v2”, busca integrar parte da arquitetura do Gemini diretamente no silício. Em vez de utilizar chips programáveis para diferentes modelos de IA, a proposta é desenvolver um processador altamente especializado, otimizado para tarefas específicas relacionadas ao Gemini.

Essa abordagem reflete uma tendência crescente entre grandes empresas de tecnologia, que estão criando chips próprios para controlar custos, aumentar o desempenho e diminuir a dependência da Nvidia, que é a líder no mercado de processadores para inteligência artificial.

Segundo as informações, o novo chip pode alcançar uma eficiência energética entre seis e dez vezes superior às atuais Tensor Processing Units (TPUs) utilizadas pelo Google em certas aplicações de IA. Essa melhoria se deve à eliminação de etapas de processamento que são normalmente necessárias em chips de propósito mais amplo.

A tecnologia ainda está em fase experimental, e sua adoção comercial não deve ocorrer antes de 2028. Um porta-voz do Google destacou que a empresa está sempre pesquisando novas arquiteturas para aprimorar a eficiência de sua infraestrutura de IA, mas nem todos os projetos em desenvolvimento chegam ao mercado.

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Estratégia da Alphabet em Infraestrutura de IA

Esse projeto faz parte da estratégia da Alphabet de aumentar o uso de hardware desenvolvido internamente. A empresa já utiliza TPUs em seus data centers para treinar e executar modelos de inteligência artificial e, neste ano, começou a oferecer esses processadores para clientes do Google Cloud, competindo diretamente com as GPUs da Nvidia.

Além do uso interno, a Alphabet planeja transformar sua divisão de chips em uma nova fonte de receita. Especialistas acreditam que a comercialização de TPUs para terceiros pode gerar um mercado bilionário, impulsionado pela crescente demanda por infraestrutura de IA.

O desenvolvimento de hardware próprio também é uma resposta ao aumento dos investimentos necessários para sustentar grandes modelos de linguagem. À medida que as empresas ampliam o uso de IA generativa e agentes autônomos, cresce a necessidade de reduzir custos por consulta e o consumo de energia nos data centers.

Após a divulgação da reportagem, as ações da Alphabet apresentaram alta, indicando que a empresa pode fortalecer sua posição na disputa por infraestrutura de inteligência artificial. Investidores acreditam que uma arquitetura mais eficiente pode diminuir despesas operacionais e aumentar a competitividade do Google Cloud em relação a concorrentes como Microsoft, Amazon e OpenAI.

Se o projeto avançar conforme o planejado, a Alphabet poderá expandir sua estratégia de integração entre software e hardware, desenvolvendo chips cada vez mais especializados para seus próprios modelos de IA. Essa iniciativa está alinhada com um movimento observado entre as principais empresas de tecnologia, que buscam controlar uma parte maior da cadeia de infraestrutura necessária para sustentar a expansão da inteligência artificial.

Fonte por: It Forum

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