Anthropic amplia acesso ao Claude Mythos para 150 organizações

Anthropic amplia Project Glasswing para 150 novas organizações; Claude Mythos detecta milhares de falhas críticas em infraestruturas globais.

04/06/2026 11:50

3 min

Anthropic amplia acesso ao Claude Mythos para 150 organizações
(Imagem de reprodução da internet).

A Expansão do Project Glasswing da Anthropic

A Anthropic anunciou, em junho de 2026, a ampliação do Project Glasswing, que agora conta com cerca de 150 novas organizações em mais de 15 países. Com isso, o total de parceiros que têm acesso ao modelo Claude Mythos Preview, a inteligência artificial mais avançada da empresa, chega a aproximadamente 200. Essa tecnologia é utilizada para a detecção automatizada de vulnerabilidades em infraestruturas críticas globais, como energia, saúde e comunicações.

Da Prova de Conceito à Escala Global

O Project Glasswing foi lançado em abril de 2026 com 50 parceiros iniciais, incluindo o governo dos Estados Unidos. O objetivo era utilizar o modelo Mythos para identificar vulnerabilidades críticas antes que fossem exploradas por agentes maliciosos. Os resultados foram tão significativos que justificaram uma rápida expansão do projeto.

Na fase inicial, os parceiros identificaram mais de 10.000 falhas graves em seus sistemas. O modelo analisou mais de 1.000 projetos de código aberto, sinalizando 23.019 vulnerabilidades potenciais, das quais 6.202 foram classificadas como graves. A taxa de precisão do modelo superou a de equipes de testes de penetração humanas em cenários semelhantes.

Novos Setores, Novos Riscos, Nova Urgência

A segunda fase do Project Glasswing inclui setores que não estavam bem representados anteriormente, como energia, água e saúde. Essas infraestruturas são críticas, e falhas podem impactar diretamente grandes populações. A Anthropic estima que um grande ataque cibernético a essas áreas poderia afetar mais de 100 milhões de pessoas.

Os novos parceiros devem atender a rigorosos requisitos de segurança. Entre as organizações confirmadas estão Rubrik, Okta, Samsung e a NATO. A inclusão de entidades como a NATO e a ENISA demonstra que modelos de IA passaram a ser considerados ativos estratégicos de segurança nacional.

Leia também

Claude Security e a Corrida com a OpenAI

Simultaneamente ao Project Glasswing, a Anthropic lançou o Claude Security, um produto voltado para o mercado corporativo. Em apenas três semanas, o produto corrigiu mais de 2.100 vulnerabilidades, evidenciando a rapidez com que a IA está transformando a identificação e remediação de falhas.

A OpenAI respondeu com o lançamento do GPT-5.5-Cyber, focado em cibersegurança, intensificando a competição entre as duas empresas. A Anthropic reconhece que outras empresas de IA devem desenvolver modelos com capacidades semelhantes às do Mythos em breve, o que justifica a aceleração na formação de parcerias estratégicas.

IPO à Vista e o Novo Peso Estratégico da IA

A Anthropic protocolou um pedido de IPO junto à SEC após captar US$ 65 bilhões em financiamento, elevando sua avaliação para cerca de US$ 965 bilhões. Essa combinação de resultados técnicos, parcerias com governos e um IPO iminente posiciona a empresa como uma referência no setor de cibersegurança.

Para os executivos de TI, a mensagem é clara: a IA frontier já está em operação em sistemas críticos. O modelo de defesa cibernética reativa está sendo substituído por um paradigma proativo, onde as falhas são identificadas antes de serem exploradas. A Anthropic planeja liberar modelos com capacidades equivalentes às do Mythos ao público em breve, o que poderá fechar a janela de acesso privilegiado para os atuais parceiros.

Fonte por: Its Show

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