Arthur Lawrence é nomeado CEO da FCâmara; Fábio Câmara torna-se chairman

Arthur Lawrence é o novo CEO da FCâmara, enquanto Fábio Câmara se torna chairman, focando em inteligência artificial e inovação.

09/02/2026 11:00

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Imagem: Divulgação

FCâmara Anuncia Nova Liderança e Foco em Inovação

A FCâmara, consultoria brasileira de tecnologia, finalizou uma transição de liderança planejada. Arthur Lawrence assume o cargo de CEO, enquanto Fábio Câmara, o fundador, passa a ser chairman, dedicando-se a temas como inteligência artificial e inovação.

A mudança ocorre de forma gradual, já que Lawrence atuava como co-CEO nos últimos dois anos e lidera a área de negócios há três. Ele destaca que Fábio continuará a ser uma figura importante na empresa, enfatizando a continuidade da sua influência.

Lawrence ingressou na FCâmara em 2019 com o objetivo de estruturar a governança e possibilitar o crescimento da empresa. Desde então, foram implementadas auditorias, um conselho e indicadores operacionais. Em 2022, a empresa captou recursos e iniciou um ciclo de fusões e aquisições, realizando 12 operações, sendo metade delas fora do Brasil.

Expansão Internacional e Projetos em Andamento

A FCâmara já possui operações em Portugal, com quase 10% de sua receita proveniente do exterior. Recentemente, a empresa entregou um sistema para um cliente em Dubai, firmou contrato com um grande varejista espanhol e está em negociações com uma importante empresa de bens de consumo nos Estados Unidos. Lawrence acredita que essas iniciativas aceleram o crescimento da empresa.

A estratégia da FCâmara é se transformar de uma empresa média em uma consultoria capaz de competir com grandes players do mercado.

Desenvolvimento de Inteligência Artificial

Com a saída de Fábio Câmara da operação, ele se concentrará na construção de capital intelectual virtual. A empresa já conta com 1.800 profissionais e cerca de mil agentes de IA, que vão desde automações simples até assistentes que desempenham funções jurídicas e contábeis.

O objetivo é aumentar o número de agentes de IA para 4 mil até o final de 2026, sem demissões. Câmara está focado em desenvolver “pessoas virtuais” em vez de apenas sistemas tradicionais.

A FCâmara criou quatro plataformas proprietárias para a implementação de IA, incluindo infraestrutura, gestão de conhecimento, engenharia de componentes e criação de agentes especializados. A ideia é que o conhecimento proprietário se torne o diferencial competitivo em um futuro onde todas as empresas terão acesso à IA.

Foco em Soft Skills e Liderança

Lawrence, que tem uma trajetória empreendedora, destaca a importância de evitar um cenário automatizado que desumanize as relações de trabalho. Ele acredita que habilidades como bom senso, senso crítico, senso de urgência e autoconhecimento serão essenciais para se destacar no futuro, mesmo com a presença da IA.

A mudança nos critérios de contratação já está em andamento, priorizando soft skills em vez de habilidades técnicas específicas. Lawrence enfatiza que, com a inteligência artificial igualando a inteligência racional, as habilidades emocionais se tornam cada vez mais valiosas.

O programa de liderança da FCâmara foi adaptado para incluir um novo nível de “líder de agentes”, que será responsável por gerenciar equipes compostas por humanos e assistentes virtuais, com o objetivo de transformar a empresa em uma “escola de super-heróis”.

Inovação e Propriedade Intelectual

A FCâmara está implementando um novo modelo de negócios baseado na criação de “aceleradores”, que são blocos de propriedade intelectual voltados para resolver problemas específicos de negócios. Isso inclui planejamento de demanda, estratégias de mercado e análise preditiva para emissoras de TV.

Lawrence afirma que, com o uso de IA na pré-venda, a empresa já consegue apresentar soluções aos clientes, superando grandes consultorias. Ele observa que, há dois anos, a FCâmara não teria acesso a clientes internacionais, mas agora está em uma posição competitiva.

Com a capacidade de componentizar sistemas, a FCâmara se adapta rapidamente às demandas do mercado, o que reflete na queda das ações de grandes empresas de software ERP. A dupla de líderes acredita que a FCâmara está “do lado certo da mesa” e visa alcançar a marca de US$ 1 bilhão em receita nos próximos anos, desafiando o que antes parecia impossível.

Fonte por: It Forum

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