AWS fecha acordo bilionário com Força Aérea dos EUA durante demissões em massa

Contrato de quase R$ 3 bilhões integra plataforma de nuvem da Força Aérea dos EUA.

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(Imagem de reprodução da internet).

AWS fecha contrato de US$ 581,3 milhões com a Força Aérea dos EUA

A Amazon Web Services (AWS) foi selecionada para fornecer serviços de computação em nuvem à Força Aérea dos Estados Unidos, em um contrato que totaliza US$ 581,3 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões). Este acordo ocorre em um contexto de reestruturação da Amazon, que recentemente anunciou a demissão de cerca de 16 mil funcionários globalmente, somando um total de 30 mil cortes. O contrato, divulgado pelo Departamento de Defesa dos EUA em 26 de janeiro, terá validade até 7 de dezembro de 2028.

Detalhes do contrato e do programa Cloud One

O contrato faz parte do programa Cloud One, a plataforma de nuvem da Força Aérea dos EUA, e prevê que os serviços sejam prestados em locais designados pela AWS em todo o território continental americano. O Air Force Life Cycle Management Center, localizado na base aérea de Hanscom, em Massachusetts, é o responsável pela contratação. Este é o segundo contrato firmado no âmbito do Cloud One apenas neste mês; anteriormente, a Microsoft também recebeu um acordo de US$ 170,4 milhões, com o mesmo prazo de validade.

Sobre o Cloud One e sua importância

O Cloud One é uma iniciativa separada do Joint Warfighting Cloud Capability, um programa mais abrangente do Departamento de Defesa. Lançado em 2022, o Cloud One é uma plataforma multicloud avaliada em cerca de US$ 800 milhões, que utiliza principalmente serviços da AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, com planos de incluir a Oracle. A primeira fase do programa está prevista para durar até 2024.

Impacto das demissões na Amazon e na AWS

A nova contratação surge em um momento de contradições para a Amazon e sua divisão de nuvem. A empresa anunciou a eliminação de 16 mil empregos globalmente, apenas três meses após a demissão de outros 14 mil funcionários, como parte de um esforço para otimizar sua estrutura após um período de forte crescimento durante a pandemia. A Amazon conta com cerca de 1,5 milhão de colaboradores no mundo, e a maioria das demissões ocorrerá nos Estados Unidos, com impactos também no Reino Unido.

Objetivos das mudanças organizacionais

De acordo com um comunicado interno de Beth Galetti, vice-presidente sênior de experiência de pessoas e tecnologia, as mudanças visam reduzir camadas hierárquicas, aumentar a autonomia das equipes e eliminar a burocracia. Galetti ressaltou que os cortes não indicam o início de um ciclo contínuo de demissões e que a empresa continuará a contratar e investir em áreas estratégicas. Nos EUA, os funcionários afetados terão até 90 dias para buscar novas oportunidades internas.

Planos futuros da AWS no setor governamental

Apesar das demissões, a AWS mantém uma estratégia de expansão agressiva no setor governamental. A empresa anunciou planos de investir US$ 50 bilhões até o final de 2024 para ampliar sua capacidade de inteligência artificial e supercomputação voltada para clientes do governo dos EUA. As obras estão previstas para começar em 2026 e incluirão a construção de novos data centers, que adicionarão cerca de 1,3 gigawatt de capacidade computacional nas regiões AWS Top Secret, AWS Secret e AWS GovCloud, atendendo a todos os níveis de classificação exigidos por agências federais.

Fonte por: Convergencia Digital

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