Bancos elevam foco em cibersegurança como prioridade máxima

Cibersegurança como Prioridade no Setor Bancário Brasileiro
De acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, todos os bancos brasileiros consideram a cibersegurança uma prioridade absoluta para 2025. O estudo revela que o setor planeja investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia, representando um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento significativo de transações digitais, que totalizaram 240,8 bilhões em 2025, com o mobile banking concentrando 78% dessas operações.
A pesquisa destaca que a cibersegurança é uma preocupação unânime entre as instituições financeiras, refletindo a rápida digitalização do sistema financeiro nacional. O aumento das transações digitais não apenas indica uma adoção tecnológica, mas também amplia a superfície de ataque para fraudes e ameaças cibernéticas.
Volume de Transações Digitais e Ameaças Cibernéticas
Em 2025, 83% das transações bancárias foram realizadas por canais digitais, com o mobile banking apresentando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Esse aumento representa uma superfície de ataque crescente, onde cada transação se torna um ponto potencial para fraudes e ataques cibernéticos. O sistema de pagamento instantâneo, Pix, exemplifica essa dinâmica, com um aumento significativo nas operações realizadas via mobile e internet banking.
Com 76% dos usuários digitais sendo considerados heavy users, a frequência de logins bancários é alta, o que eleva a necessidade de ambientes seguros e resilientes. A intimidade dos usuários com o ambiente digital exige que as instituições financeiras invistam em segurança robusta para proteger suas operações.
Investimentos em Tecnologia e Segurança
Os bancos brasileiros planejam um investimento de R$ 50,4 bilhões em tecnologia para 2026, com um crescimento acumulado de 58% nos últimos cinco anos. Os principais focos desse investimento são cibersegurança, Cloud Computing e Inteligência Artificial Generativa, com 84% das instituições reconhecendo a importância desses temas em seus planos tecnológicos.
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Embora 60% das instituições ainda estejam em estágios iniciais de adoção de inteligência artificial, a evolução nesse campo traz novos desafios de segurança. À medida que os bancos se tornam mais maduros em relação à IA, surgem novos vetores de risco que precisam ser gerenciados adequadamente.
Impacto no Mercado de Trabalho e Formação de Profissionais
A pesquisa também revela um impacto direto no mercado de trabalho, com os bancos ampliando a contratação de especialistas em segurança da informação, cloud e IA. Iniciativas como o Laboratório de Cibersegurança da Febraban e a Cyber Academy visam formar e qualificar profissionais para atender à demanda crescente por cibersegurança.
A crescente presença da cibersegurança nas pautas dos conselhos de administração indica uma mudança significativa na governança corporativa, exigindo que os CISOs e CIOs comuniquem a segurança em termos de risco de negócio e retorno sobre investimentos.
Implicações para Líderes de TI e Segurança
A pesquisa da Febraban fornece insights estratégicos para executivos do setor. O crescimento do mobile banking e a adoção de tecnologias como cloud e IA criam novas demandas por soluções de cibersegurança que vão além das tradicionais. As oportunidades incluem segurança de APIs, proteção de identidade e resposta a incidentes em tempo real.
O consenso entre os bancos sobre a cibersegurança como prioridade reflete a realidade de um setor que processa bilhões de transações anualmente. Proteger a confiança do usuário digital é essencial, e isso requer investimentos contínuos e uma estratégia de longo prazo, conforme evidenciado pela pesquisa.
Fonte por: Its Show
Autor(a):
Redação
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