Estudo Revela Avanços e Desafios do 5G Standalone Globalmente
Um estudo realizado pela Ookla e Omdia indica que a corrida global pelo 5G está em uma nova fase, focando mais na extração de desempenho e receitas das redes 5G Standalone (SA) do que na simples expansão da cobertura. Este novo cenário é considerado a base para o desenvolvimento do 5G Advanced.
Desempenho do 5G Standalone até 2025
De acordo com o relatório “5G SA and 5G Advanced 2026”, até o final de 2025, a diferença entre os países não será mais apenas em termos de cobertura, mas sim em um “gap de capacidade”. Esse gap está relacionado à maturidade do núcleo 5G, à disponibilidade de espectro e à coordenação de políticas públicas. Globalmente, as conexões em 5G SA apresentaram uma velocidade mediana de download de 269,5 Mbps no quarto trimestre de 2025, superando em 52% as velocidades do 5G não autônomo. A latência mediana foi de 42 milissegundos, com uma melhora de mais de 6% em relação ao ano anterior.
Desafios na Adoção do 5G SA
O estudo revela que apenas 17,6% dos testes de velocidade 5G realizados no mundo até o fim de 2025 foram em redes autônomas. A maioria dos usuários ainda utiliza arquiteturas não autônomas, mesmo em mercados onde as operadoras anunciaram o lançamento do 5G SA. Barreiras como a certificação de dispositivos e a falta de planos tarifários específicos são citadas como fatores que dificultam a migração.
O Papel do Brasil na Adoção do 5G SA
O Brasil se destaca entre os países que avançaram na adoção do 5G Standalone em 2025. O relatório classifica o país como um exemplo de política pública eficaz, mencionando a imposição de obrigações de cobertura para a tecnologia autônoma. Países que estabeleceram metas claras para o 5G SA demonstraram níveis mais altos de adoção e desempenho em comparação com aqueles que adotaram abordagens fragmentadas.
Resultados e Perspectivas Futuras
Os dados mostram que o Brasil está alinhado com países europeus e asiáticos em termos de latência mediana no 5G SA, com 37 milissegundos no quarto trimestre de 2025, indicando uma melhoria na responsividade. Contudo, o país ainda enfrenta desafios significativos, como o acesso limitado a dispositivos compatíveis e o desenvolvimento lento de casos de uso para redes privadas e industriais.
No cenário global, a América do Norte e alguns mercados asiáticos lideram a transição para o núcleo autônomo, enquanto a Europa ainda apresenta uma participação reduzida de conexões SA. O estudo destaca que a diferença nos resultados está ligada à disponibilidade de espectro de média frequência e ao volume de investimento em software de núcleo.
As projeções indicam que a receita global de software de núcleo 5G deve crescer a uma taxa média anual de 8,8% entre 2025 e 2030. A região EMEA, que inclui Europa, Oriente Médio e África, deve registrar a maior taxa de expansão nesse segmento. O relatório também analisa a monetização e as aplicações empresariais, ressaltando que o sucesso do 5G SA depende de decisões estratégicas sobre alocação de capital, espectro e coordenação regulatória.
Fonte por: Convergencia Digital
