Brasil avança na proteção de dados, declara Patrícia Peck
Dia da Proteção de Dados de 2026 destaca a crescente importância da cibersegurança, com custos de vazamentos ultrapassando US$ 4,4 milhões.
Dia da Proteção de Dados e a Importância da Cibersegurança em 2026
O Dia da Proteção de Dados, celebrado anualmente desde 2006, ganha nova relevância em 2026, especialmente em um cenário global onde o custo médio de um vazamento de dados já ultrapassa US$ 4,4 milhões, segundo o relatório da IBM sobre o custo de vazamentos de dados.
Um estudo do Fórum Econômico Mundial revelou que 94% dos executivos acreditam que a inteligência artificial (IA) é o principal fator de mudança na cibersegurança para este ano. As preocupações com fraudes cibernéticas estão crescendo, deslocando o foco das ameaças de ransomware para novos riscos emergentes relacionados à IA.
Desafios e Prioridades na Cibersegurança
Patricia Peck, advogada especializada em Direito Digital e CEO da Peck Advogados, destaca que a atual situação é resultado de um descompasso nas prioridades das organizações, onde a IA tem recebido mais atenção do que a cibersegurança. Ela enfatiza a necessidade de atualizar programas de privacidade e implementar ferramentas de segurança adequadas.
Como membro do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), Patricia ressalta que a proteção de dados deve ser um esforço contínuo, abrangendo desde a manutenção do inventário de dados até a gestão da cadeia de fornecedores. A falta de monitoramento e investimento adequado pode aumentar a vulnerabilidade a ciberameaças, especialmente com a popularização da IA.
Necessidade de Maturidade na Segurança de Dados
Patricia defende que é crucial avançar na maturidade das práticas de segurança de dados. Para isso, é fundamental que os comitês de cibersegurança estejam ativos e que os encarregados de proteção de dados (DPOs) sejam devidamente capacitados e integrados às lideranças das empresas. A adequação às diretrizes da ANPD, que devem ser implementadas em 2025, também é essencial.
Expectativas para o Futuro da Cibersegurança
A advogada aponta que os problemas de cibersegurança no Brasil não são apenas uma questão setorial, mas sim uma questão cultural que envolve também o setor público. A implementação das leis existentes, como a LGPD, é um desafio, e a ANPD precisa fortalecer sua atuação para garantir a conformidade e a fiscalização adequadas.
Para 2026, espera-se um aumento nas exigências de fiscalização, especialmente em um ano eleitoral e em meio a flutuações geopolíticas que tornam a proteção de dados ainda mais crítica. A ANPD já incluiu a inteligência artificial em sua agenda regulatória e planeja 20 atividades de fiscalização relacionadas ao tratamento de dados pessoais em contextos de IA.
O fortalecimento institucional da ANPD e uma fiscalização mais rigorosa são vistos como essenciais para que as empresas adotem uma postura proativa em relação à governança de dados, priorizando a segurança desde o design e promovendo a transparência algorítmica.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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