Brasil TecPar adquire unidade de banda larga da Ligga Telecom para expandir no B2B e no setor público

Transação eleva TecPar a 1,689 milhões de assinantes com custo de R$ 495 milhões.

20/02/2026 21:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Brasil TecPar Adquire Ligga Telecom por R$ 495 Milhões

A Brasil TecPar anunciou a compra da operação de banda larga via fibra óptica da Ligga Telecom, em um negócio avaliado em R$ 495 milhões. O contrato vinculante foi assinado na última sexta-feira, 20 de fevereiro. A Ligga receberá R$ 100 milhões à vista, enquanto os R$ 395 milhões restantes serão pagos em ações.

Responsabilidades e Impactos da Aquisição

A Brasil TecPar assumirá integralmente as responsabilidades financeiras relacionadas aos debenturistas da 5ª emissão de debêntures da Ligga. Segundo comunicado da Ligga, essa operação permitirá um reforço significativo no caixa da empresa e uma redução substancial de suas obrigações financeiras. A Ligga enfrenta desafios, especialmente após a prisão do empresário Nelson Tanure, que adquiriu a Copel Telecom em 2020 por R$ 2,4 bilhões, posteriormente transformada na Ligga.

Fortalecimento da Presença no Paraná

A aquisição posiciona a Brasil TecPar como a quarta maior operadora de telecomunicações de banda larga fixa do Brasil, com um total de 1,689 milhão de acessos, segundo dados da Anatel de dezembro de 2025. No Paraná, a empresa alcança a terceira posição, com aproximadamente 385 mil acessos, aumentando significativamente sua participação em um dos estados mais competitivos do país.

Diferenciais Técnicos e Expansão de Serviços

Um dos principais diferenciais da operação é a utilização de cabos OPGW (Optical Ground Wire), que são instalados em torres de transmissão de energia, minimizando riscos de interrupções em comparação com redes subterrâneas ou em postes urbanos. A transação também inclui dois data centers em Curitiba, o que ampliará a capacidade da Brasil TecPar na oferta de serviços de TI e armazenamento de dados.

Perspectivas para o Mercado Corporativo

A aquisição terá um impacto significativo no segmento corporativo, uma vez que cerca de 40% da receita da Ligga provém do mercado B2B e governamental, áreas consideradas estratégicas pela Brasil TecPar. A integração deve aumentar a expertise técnica do grupo nesse segmento e fortalecer a oferta de soluções de conectividade para empresas de médio e grande porte, além de operações de atacado.

A conclusão do negócio ainda depende da autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além da aprovação das instâncias de governança da Ligga e da anuência dos debenturistas.

Fonte por: Convergencia Digital

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