Decisão do Cade sobre aquisição da Um Telecom pela V.tal
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que a aquisição da Um Telecom pela V.tal não poderá seguir pelo rito sumário. Após analisar o ato de concentração, o órgão identificou que a participação conjunta das empresas ultrapassa 50% em mercados sobrepostos, e em outros cenários, a participação fica acima de 20%, com variação do índice Herfindahl-Hirschman superior a 200 pontos. Esse cenário exige uma análise mais aprofundada e pode resultar em uma instrução complementar.
Detalhes da operação de aquisição
A decisão foi tomada em meio à operação anunciada pela V.tal, que planeja adquirir 100% da Um Telecom, uma empresa de soluções digitais com forte presença no Nordeste. Os valores da transação não foram divulgados. Com essa aquisição, a V.tal irá incorporar uma rede de mais de 20 mil quilômetros de fibra óptica, abrangendo todas as capitais nordestinas e mais de 200 municípios, além de um portfólio ampliado de soluções digitais e uma base de aproximadamente mil clientes.
Objetivos da aquisição
De acordo com um comunicado ao mercado, a aquisição visa aumentar a capilaridade regional da rede da V.tal, fortalecer sua capacidade técnica e expandir o atendimento a clientes de maior valor no segmento de rede neutra. A empresa destaca que a operação trará ganhos de escala e eficiência, ampliando a capacidade de atendimento a provedores regionais e grandes operadoras, além de abrir novas oportunidades em áreas como cidades inteligentes, indústria 4.0 e projetos de transformação digital, aproveitando a expertise da Um Telecom em soluções digitais.
Aspectos do ato de concentração
O ato de concentração submetido ao Cade envolve a aquisição, pela V.tal, da totalidade das quotas da 1Telecom, da Um Telecom Soluções em Tecnologia e da Atlantic Data Center. As duas primeiras atuam no mercado de serviços de comunicação multimídia e oferecem uma ampla gama de serviços de valor agregado, incluindo soluções em nuvem, segurança de redes, conectividade, comunicações móveis, redes privativas e aluguel de infraestrutura. A Atlantic, por sua vez, é uma empresa ainda não operacional, criada para atuar futuramente no mercado de data centers.
Próximos passos no processo de análise
Para a V.tal, essa operação representa uma oportunidade de investimento estratégico, com potencial para gerar sinergias e expandir sua infraestrutura de telecomunicações. Para os vendedores, o negócio é visto como uma alternativa de capitalização, garantindo a continuidade das atividades das empresas adquiridas. Com a decisão da Superintendência-Geral, o processo agora avança para uma análise mais detalhada, que poderá incluir a coleta de informações adicionais antes da deliberação final do Cade.
Fonte por: Convergencia Digital
