CEITEC firma parceria com empresa chinesa para fabricação de semicondutores

Negociações entre Ceitec e Global Power Technology
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está mediando negociações entre a Ceitec, uma empresa pública vinculada ao ministério, e a chinesa Global Power Technology para a produção de semicondutores. A reunião contou com a presença da ministra Luciana Santos e de representantes das duas empresas, além da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
A importância do acordo para o Brasil
Luciana Santos destacou que o acordo representa uma oportunidade para garantir a transferência de tecnologia e transformar a Ceitec em um importante representante do Brasil no setor. Ela enfatizou que a parceria possui um elevado potencial estratégico, podendo ampliar as capacidades industriais, promover inovações tecnológicas e fortalecer a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor relacionadas a tecnologias críticas.
Contexto das negociações
Este encontro é uma continuidade das discussões sobre o acordo que já estava sendo elaborado e deve ser formalizado em breve. Os semicondutores, que são chips de silício que controlam o fluxo de eletricidade em dispositivos eletrônicos, têm aplicações na indústria automotiva e em sistemas de energia.
Contribuição do Ministério da Gestão
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos também está colaborando na construção dessa parceria. Esther Dweck afirmou que essa colaboração é um passo importante para aumentar a capacidade do Brasil em um setor crucial para a área digital.
Indústria de semicondutores e soberania tecnológica
A indústria de semicondutores é considerada estratégica pela Nova Indústria Brasil (NIB), uma política do governo federal que visa impulsionar o desenvolvimento da indústria brasileira até 2033. A iniciativa busca promover a soberania tecnológica e reduzir a dependência externa do país.
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A maior parte da receita da Ceitec provém da produção de chips de identificação logística e veicular, utilizados em processos produtivos, pedágios e controle patrimonial. A estatal também participa do mercado de tags para pedágio, afirmando que uma grande parte das tags instaladas em veículos no Brasil utiliza chips produzidos por ela.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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