CGI.br alerta sobre a necessidade de atenção regulatória para Inteligência Artificial no ECA Digital

Comitê Gestor da Internet apresenta sete recomendações para consulta pública sobre o ECA Digital, priorizando a LGPD.

12/01/2026 20:00

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(Imagem de reprodução da internet).

Recomendações do CGI.br para o ECA Digital

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apresentou sete recomendações para a implementação do ECA Digital, nova legislação que entrará em vigor em março. O documento destaca a importância de proteger crianças e adolescentes, além de alertar sobre a complexidade técnica necessária para a verificação de idade, enfatizando a preservação de direitos fundamentais como privacidade e inclusão.

Objetivos e Contexto das Recomendações

A iniciativa do CGI.br visa subsidiar a criação de uma regulamentação que seja viável, sólida e justa. A verificação etária é um dos mecanismos centrais para a proteção infantojuvenil, mas não é o único. Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 mostram que 93% da população entre 9 e 17 anos utiliza a Internet, com 60% das crianças de 9 e 10 anos já possuindo perfis em redes sociais, o que evidencia a urgência do tema.

Atenção às Interações Mediadas por IA

O CGI.br ressalta a importância de uma regulação específica para interações mediadas por Inteligência Artificial (IA), considerando os riscos únicos que essas tecnologias podem representar para crianças e adolescentes.

Sete Recomendações do CGI.br

  • Proporcionalidade e necessidade: As soluções de aferição etária devem ser proporcionais ao grau de risco da atividade, evitando exigências excessivas em ambientes de baixo risco, como plataformas educacionais.
  • Privacidade e proteção de dados: A implementação deve seguir os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), minimizando a coleta e proibindo o uso secundário das informações.
  • Inclusão e não discriminação: Os mecanismos devem ser acessíveis a todos, prevendo alternativas para crianças em situação de vulnerabilidade que não possuem documentos ou dispositivos próprios.
  • Segurança técnica: As ferramentas devem adotar altos padrões de segurança para prevenir fraudes e vazamentos, contando com a expertise de órgãos como o CERT.br/NIC.br.
  • Não fragmentação: As regras devem preservar o caráter global e aberto da Internet, evitando a criação de “muros” que isolem o usuário brasileiro da rede mundial.
  • Interoperabilidade e padrões abertos: A regulamentação deve incentivar o uso de padrões técnicos abertos e interoperáveis, evitando a dependência de tecnologias proprietárias.
  • Transparência e auditabilidade: Os sistemas de aferição devem ser transparentes e passíveis de auditoria externa, garantindo responsabilidade e prestação de contas.

Conclusão sobre o Papel do CGI.br

O CGI.br reafirma sua disposição em atuar como um espaço de diálogo qualificado e multissetorial, apoiando o governo e a sociedade na implementação do ECA Digital. O Comitê oferece sua capacidade técnica e experiência na construção de consensos para a governança da Internet no Brasil.

Fonte por: Convergencia Digital

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