Cibersegurança: de defesa a vantagem competitiva no mercado atual

Cibersegurança: o diferencial competitivo que fortalece a confiança e impulsiona o crescimento das empresas.

13/03/2026 9:50

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Executiva em perfil diante de cidade conectada com elementos de ...

A Importância da Cibersegurança nas Empresas Modernas

A cibersegurança, por muito tempo considerada um custo de TI, agora é vista como um elemento essencial para o sucesso das empresas. A mudança de perspectiva é crucial, pois a questão atual não é mais quanto se gasta em segurança, mas sim quanto valor é gerado por meio de uma postura de segurança eficaz.

Organizações que entenderam essa transformação estão utilizando a cibersegurança como uma alavanca para expandir seus mercados, fechar contratos significativos e acelerar suas transformações digitais. Por outro lado, aquelas que ainda veem a segurança como um mal necessário estão perdendo espaço no mercado.

O Custo da Inação e o Preço da Confiança

De acordo com o Relatório de Custo de Violação de Dados da IBM, o custo médio global de um incidente de segurança atingiu USD 4,88 milhões, o maior já registrado. No Brasil, esse valor chega a R$ 6,75 milhões por incidente. Contudo, esses números representam apenas uma fração do impacto total.

Uma pesquisa da PwC revelou que 69% dos CEOs globais consideram os riscos cibernéticos como a principal ameaça ao crescimento nos próximos 12 meses. Além disso, o Gartner projeta que o mercado global de cibersegurança alcançará USD 298 bilhões até 2028, evidenciando que a segurança se tornou um investimento estratégico.

A reputação de segurança de uma empresa influencia diretamente decisões de compra e parcerias. Um estudo do Ponemon Institute indicou que 65% das organizações encerraram ou evitaram iniciar relações comerciais com fornecedores que sofreram violações de dados, destacando a segurança como um critério de seleção importante.

Do Compliance ao Diferencial Competitivo

Historicamente, a segurança nas empresas era tratada como uma questão de compliance, envolvendo regulamentações como LGPD e ISO 27001. Embora essas certificações sejam importantes, elas representam apenas o mínimo necessário. As empresas mais avançadas utilizam suas certificações como um diferencial competitivo.

Organizações com maturidade em cibersegurança conseguem fechar contratos maiores e atrair investidores mais exigentes. Um exemplo notável é o de fintechs como Nubank e Mercado Pago, que incorporaram segurança desde o início, criando um ativo de confiança que facilitou sua adoção em mercados desbancarizados.

No setor B2B, grandes corporações exigem de seus fornecedores auditorias de segurança e evidências de controles como condição para a assinatura de contratos, permitindo que pequenas e médias empresas com certificações adequadas concorram em igualdade de condições.

Segurança como Habilitador da Transformação Digital

A aceleração da digitalização pós-pandemia trouxe um novo desafio: quanto mais as empresas adotam tecnologias como cloud e IoT, maior se torna a superfície de ataque. Organizações que tentaram acelerar a transformação digital sem uma estratégia de segurança robusta enfrentaram sérias consequências.

Por outro lado, empresas que adotam uma abordagem de “Security by Design” conseguem se mover mais rapidamente. Dados mostram que equipes que integram segurança no ciclo de desenvolvimento entregam software 2,4 vezes mais rápido do que aquelas que implementam segurança de forma retroativa.

O Contexto Brasileiro: Urgência e Oportunidade

O Brasil é um dos países mais atacados em termos de cibersegurança, e a LGPD impôs multas significativas, indicando um endurecimento nas sanções. Atualmente, menos da metade das empresas brasileiras possui um programa de segurança com alta maturidade, o que representa uma oportunidade para diferenciação competitiva.

Setores como agronegócio digital e healthtech são especialmente vulneráveis, mas também podem se beneficiar ao adotar posturas avançadas de segurança. A transformação da cibersegurança em vantagem competitiva não depende de orçamentos elevados, mas sim de visão estratégica e governança.

  • Elevar a segurança ao board: A participação do CISO nas decisões estratégicas aumenta a probabilidade de detecção proativa de ameaças.
  • Tornar segurança visível ao cliente: Certificações e políticas de privacidade claras ajudam a construir confiança.
  • Investir em inteligência de ameaças: Segurança preditiva é um investimento que pode reduzir custos de incidentes.
  • Incluir diversidade na equipe de segurança: Equipes diversas são mais eficazes na identificação de ameaças e na inovação.

O Futuro da Cibersegurança: Confiança como Ativo

Estamos vivendo a era da economia da confiança digital, onde a proteção de dados e identidades se torna essencial. As empresas que conseguem demonstrar que suas inovações são seguras e resilientes estarão à frente no mercado.

A cibersegurança não é mais apenas uma linha de defesa, mas sim uma parte central da estratégia empresarial. É fundamental que os líderes brasileiros adotem essa nova narrativa, não apenas por necessidade, mas por reconhecer as oportunidades que ela traz.

Fonte por: Its Show

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