Cloud soberana deve gerar movimentação de US$ 80 bilhões até 2026

Mercado de cloud soberana cresce 35,6% e alcança US$ 80 bi em 2026, com Europa liderando a expansão de 83% e geopatriação em alta.

17/02/2026 12:40

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Profissionais de TI analisam arquitetura de cloud soberana em da...

Crescimento do Mercado de Cloud Soberana

O mercado global de cloud soberana IaaS deve alcançar gastos de US$ 80 bilhões até 2026, representando um crescimento de 35,6% em relação ao ano anterior. Esse aumento é impulsionado por tensões geopolíticas e a crescente demanda por soberania digital. De acordo com o Gartner, a Europa se destaca nesse cenário, com um crescimento projetado de 83%, enquanto 20% das cargas de trabalho estão migrando de fornecedores globais para soluções locais.

A transformação no mercado de cloud soberana é sem precedentes, refletindo uma mudança estrutural significativa. Os investimentos em infraestrutura como serviço (IaaS) nesse segmento estão em ascensão, sinalizando uma reconfiguração do ecossistema de computação em nuvem. Governos e empresas de setores regulados estão priorizando o controle local de dados, o que acelera os investimentos em fornecedores regionais.

Europa em Destaque no Crescimento

A Europa se posiciona como líder nessa transformação, com investimentos projetados de US$ 12,6 bilhões em 2026 e um crescimento de 83%. Esse avanço pode levar o continente a superar a América do Norte em 2027, que terá um crescimento de apenas 20%, mantendo gastos de US$ 16 bilhões. O Médio Oriente e África apresentam as maiores taxas de expansão, com 89%, seguidos pela Ásia-Pacífico com 87%, investindo em infraestrutura local para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

A China, por sua vez, se consolidará como o maior mercado individual, destinando US$ 47 bilhões para cloud soberana em 2026, embora com um crescimento mais modesto de 20%. Esse volume representa quase 60% do mercado global, destacando a importância da China nesse cenário.

Geopatriação e Suas Implicações

Um fenômeno importante que está emergindo é a geopatriação, onde 20% das cargas de trabalho corporativas estão migrando de hiperscalers globais para fornecedores locais de cloud soberana. Essa mudança força as empresas a reconsiderarem suas arquiteturas de TI. Os 80% restantes dos gastos estão relacionados a novas soluções digitais ou à modernização de sistemas legados, indicando que a cloud soberana não é apenas uma realocação de recursos, mas uma verdadeira expansão do mercado.

Para os CIOs e diretores de tecnologia, a geopatriação traz desafios significativos, exigindo planejamento cuidadoso, avaliação de riscos e redesenho de processos de segurança. É necessário renegociar contratos com fornecedores globais e estabelecer parcerias com fornecedores locais.

Demanda Governamental por Soberania Digital

O setor público se destaca como o principal consumidor de cloud soberana, investindo fortemente para atender às exigências de segurança nacional e garantir o controle sobre dados sensíveis. Essa tendência é especialmente forte em países que buscam independência tecnológica em relação a grandes potências. Setores críticos, como energia, telecomunicações e finanças, estão adotando cloud soberana para cumprir regulamentações cada vez mais rigorosas.

As instituições financeiras enfrentam pressões adicionais, com reguladores exigindo que dados de transações permaneçam em jurisdições específicas. Empresas de telecomunicações e operadoras de energia também lidam com requisitos semelhantes, tornando a conformidade regulatória uma prioridade estratégica.

Impactos para Lideranças de TI

A ascensão da cloud soberana redefine as prioridades para os executivos de tecnologia. As decisões de arquitetura devem considerar não apenas a eficiência operacional, mas também a soberania de dados e a conformidade geopolítica. O custo total de propriedade pode aumentar quando as organizações mantêm infraestrutura em múltiplas jurisdições.

Os fornecedores globais estão respondendo com ofertas híbridas, estabelecendo datacenters regionais e parcerias com players locais. Essa estratégia busca equilibrar a economia de escala com as demandas de soberania. No entanto, fornecedores locais podem ter uma vantagem competitiva em contratos governamentais.

Os profissionais de cibersegurança enfrentam uma complexidade adicional, pois cada região implementa padrões diferentes de proteção de dados. As equipes precisam dominar múltiplos frameworks regulatórios, tornando a gestão de identidade e acesso mais desafiadora em ambientes multi-cloud soberanos. A reavaliação das estratégias de cloud é essencial para que as organizações que anteciparem essa transição consigam se destacar no mercado.

Fonte por: Its Show

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