Copa do Mundo 2026 é alvo de cibercriminosos antes da estreia

Fraudes crescem no ciclo da Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo 2026, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, promete um aumento significativo na exposição digital para torcedores e empresas. No entanto, essa visibilidade também atrai criminosos digitais, que intensificam fraudes, phishing e golpes financeiros. O evento, realizado em Canadá, Estados Unidos e México, contará com 48 seleções, aumentando o interesse por ingressos, hospedagem e produtos oficiais, o que torna o ambiente propício para ações fraudulentas.
Fraudes digitais em ascensão
Um estudo da NordVPN revelou que 34% dos internautas brasileiros relataram ter sido alvo de golpes relacionados ao futebol em 2024 e 2025, um aumento significativo em comparação aos 19% registrados antes da Copa de 2022. O Procon-SP também registrou um crescimento nas reclamações, passando de 19 em março para 156 em maio de 2026, evidenciando a aceleração das fraudes à medida que o torneio se aproxima.
A segurança digital se torna uma preocupação não apenas para torcedores, mas também para empresas de turismo, pagamentos e tecnologia, que precisam estar atentas aos riscos associados a grandes eventos esportivos.
Inteligência Artificial e fraudes
A utilização de inteligência artificial generativa por criminosos tem acelerado a criação de campanhas fraudulentas. Em questão de horas, são montadas páginas falsas, anúncios e mensagens que imitam ofertas legítimas, dificultando a identificação por parte dos usuários. O FBI alertou sobre sites falsos que se passam pela FIFA, visando coletar dados pessoais e vender ingressos inexistentes.
Domínios suspeitos e riscos associados
Um relatório da FortiGuard Labs identificou mais de 13 mil novos domínios relacionados à Copa do Mundo 2026, com cerca de 8,8% classificados como maliciosos. Essa movimentação demonstra que os criminosos se preparam com antecedência, criando uma infraestrutura digital de fraude que pode ser ativada em momentos de grande atenção pública.
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Patrocinadores, emissoras e plataformas de streaming também estão em risco, pois os criminosos podem usar suas marcas para enganar consumidores sem precisar invadir suas operações.
Impactos para empresas e consumidores
Os consumidores enfrentam riscos como perdas financeiras, roubo de dados e instalação de malware. Para as empresas, os impactos incluem aumento de reclamações, queda de confiança na marca e tentativas de fraude. A cibersegurança em grandes eventos exige uma abordagem preventiva, com medidas como monitoramento de ameaças e educação do usuário.
Campanhas fraudulentas costumam explorar a urgência, utilizando mensagens como “últimos ingressos” e “promoção relâmpago”, que devem ser tratadas com cautela pelos usuários.
Governança digital na era da Copa
A Copa do Mundo 2026 destaca a dependência de tecnologia em grandes eventos esportivos, com um ecossistema que envolve ingressos digitais, pagamentos e plataformas de transmissão. A proteção deve ir além do perímetro tradicional de TI, integrando segurança com outras áreas da empresa.
Criminosos estão atentos ao evento, e a preparação antecipada é essencial para mitigar riscos. Torcedores devem verificar canais oficiais e desconfiar de ofertas vantajosas, evitando transações fora de ambientes confiáveis.
Fonte por: Its Show
Autor(a):
Redação
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