Crescimento de 183% na agricultura digital revela riscos cibernéticos na infraestrutura rural brasileira

Agronegócio destina US$ 8,3 bi para digitalização até 2026, mas ignora cibersegurança; fazendas na Europa e EUA já foram atacadas.

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Humanoide em uma plantação representando a vulnerabilidade do agronegócio a ataques cibernéticos

Humanoide em uma plantação representando a vulnerabilidade do agronegócio a ataques cibernéticos

Desafios da Cibersegurança no Agronegócio Brasileiro

A transformação digital no agronegócio brasileiro avança rapidamente, mas sem os investimentos necessários em cibersegurança, o que gera vulnerabilidades significativas. O setor deve movimentar US$ 8,3 bilhões até 2026 apenas em tecnologias conectadas, mas especialistas alertam para os riscos operacionais em fazendas que utilizam telemetria, IoT e sistemas autônomos, especialmente após incidentes de ataques cibernéticos em operações agrícolas nos Estados Unidos e Europa.

Infraestrutura Crítica em Risco

O agronegócio brasileiro enfrenta uma contradição preocupante: enquanto investe em transformação digital, a proteção de suas infraestruturas críticas contra ameaças cibernéticas é negligenciada. O mercado global de agricultura digital deve crescer 183% até 2026, mas a cibersegurança não acompanhou esse ritmo. Casos de ataques cibernéticos em sistemas agrícolas já foram registrados, comprometendo operações essenciais como irrigação automatizada e controle de silos.

A situação se agrava com o aumento da adoção de bioinsumos, que cresceram 15% na safra 2023/2024, movimentando R$ 5 bilhões. Essa transição para produtos biotecnológicos requer rastreabilidade digital e integração com sistemas de monitoramento ambiental, todos vulneráveis a interceptações e manipulações.

Desafios da Cloudificação

A crescente dependência de plataformas digitais integradas cria um cenário de riscos operacionais. Com um terço da área agrícola brasileira já coberta por 4G/5G até 2025, a telemetria em tempo real se torna uma realidade, mas a gestão de identidades e acessos ainda é rudimentar na maioria das propriedades rurais. Um ataque a esses sistemas pode afetar simultaneamente diversas operações, desde o plantio até a logística de distribuição.

O mercado global de transformação digital deve ultrapassar US$ 5 trilhões até 2031, com o agronegócio como um dos principais vetores de crescimento. A falta de segurança em hubs de distribuição pode comprometer a continuidade das operações agrícolas.

Impactos da Inteligência Artificial

A aplicação de inteligência artificial no campo traz complexidade adicional. Sistemas autônomos que realizam agricultura de precisão processam grandes volumes de dados, mas a integração com IoT agrícola pode criar pontos cegos de segurança. A cibersegurança se torna um fator crucial para a competitividade, pois operações que dependem de continuidade não podem se dar ao luxo de interrupções causadas por ataques cibernéticos.

Empresas de tecnologia agrícola estão começando a reconhecer a gravidade do problema. A cloudificação de sistemas de gestão rural exige arquiteturas de segurança robustas, mas a implementação dessas medidas ainda é desigual, com grandes empresas adotando melhores práticas enquanto pequenos produtores permanecem desprotegidos.

Conclusão: A Necessidade de Ação Imediata

A convergência entre a expansão da conectividade rural e os investimentos em digitalização agrícola exige uma resposta urgente do setor de TI. Proteger as infraestruturas críticas no campo não pode ser visto como uma opção. A competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global depende não apenas da produtividade, mas também da resiliência digital.

Fonte por: Its Show

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