Federações de Trabalhadores da Telecomunicações Cobram Respostas da Oi
As federações que representam os trabalhadores do setor de telecomunicações, incluindo a FENATTEL, FITRATELP e LIVRE, enviaram uma notificação urgente ao Administrador Judicial da Oi, Dr. Bruno Rezende. O objetivo é exigir um posicionamento oficial sobre o cronograma de desligamentos e a garantia das verbas rescisórias para centenas de profissionais. O documento também foi encaminhado à Juíza da 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ, Dra. Simone Gastesi Chevrand, e à Desembargadora Dra. Mônica Maria Costa Di Piero.
Denúncias de Espera Forçada e Incerteza
Em comunicado à imprensa, as entidades sindicais denunciam uma situação de “espera forçada” que se arrasta por meses. Elas afirmam que “centenas de empregados permanecem à disposição da companhia sem a atribuição de atividades”, o que compromete a dignidade dos trabalhadores e gera um ambiente de constrangimento profissional.
Reclamações sobre a Gestão da Oi
Os sindicatos expressam preocupação com a falta de um cronograma oficial e afirmam que o adiamento contínuo das definições é visto como um descaso em relação ao planejamento de vida dos funcionários. O sentimento predominante é de um “barco à deriva”, intensificado pelas notícias de dificuldades financeiras e perda de clientes da Oi Soluções.
Pontos da Denúncia
- Inércia da Gestão: Promessas feitas em reuniões anteriores não resultaram em ações concretas, gerando temor de que a empresa não honre as verbas rescisórias e as condições do programa de desligamento.
- Saúde Mental: A incerteza está afetando a saúde mental e a segurança financeira de muitas famílias.
- Alerta Histórico: As federações mencionam o caso da Serede como um exemplo trágico a ser evitado, onde trabalhadores ficaram sem seus direitos após a falência da empresa.
Próximos Passos e Ações das Federações
Diante da falta de respostas efetivas, as federações afirmam que tomarão medidas para denunciar a gestão atual ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os presidentes das entidades destacam que “exigimos a confirmação formal da reserva de recursos para as indenizações e a data imediata para o início do programa de desligamentos”.
Fonte por: Convergencia Digital
