Crise da Oi: trabalhadores temem calote e criticam gestores por liquidar Oi Soluções

Entidades FENATTEL, FITRATELP e LIVRE alertam: falência não justifica desperdício de patrimônio e desrespeito ao trabalhador.

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(Imagem de reprodução da internet).

Trabalhadores de Telecomunicações Alertam sobre Riscos da Falência da Oi

As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações, FENATTEL, FITRATELP e LIVRE, emitiram uma carta aberta à sociedade, expressando preocupações sobre os riscos associados à possível falência da Oi, semelhante ao que ocorreu com a Serede, sua subsidiária de manutenção de rede.

Denúncias e Críticas à Gestão Judicial

No documento, os trabalhadores denunciam a falta de pagamento aos funcionários da Serede nos últimos dois meses e temem que a situação se repita na Oi. Eles criticam a gestão judicial da Oi e da Serede, apontando a dilapidação de ativos significativos da empresa, como a venda de sucata de cobre e imóveis não reversíveis.

Os trabalhadores ressaltam que, ao contrário do que é divulgado, o Grupo Oi possui uma infraestrutura robusta que poderia ser utilizada para gerar liquidez e honrar compromissos trabalhistas. Entre os ativos destacados estão:

Demandas dos Trabalhadores e Críticas à Gestão

A carta critica os gestores judiciais, Bruno Rezende e Tatiana Binato, pela falta de controle e criatividade na administração. Os trabalhadores alertam que a manutenção de empregados sem atividades definidas aumenta o endividamento e prejudica a saúde financeira da empresa.

Os trabalhadores exigem urgência nas rescisões e o pagamento imediato dos direitos trabalhistas dos demitidos da Serede. Além disso, pedem uma gestão que priorize soluções práticas e uma demissão ordenada dos funcionários sem atividades, visando a preservação do caixa da empresa.

Conclusão e Exigências Finais

As entidades de trabalhadores enfatizam que a falência não deve ser uma justificativa para o desperdício de patrimônio ou desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Eles exigem que os administradores judiciais apresentem um plano estruturado para as empresas Oi S/A, Serede e Thato, ressaltando que a falta de comunicação não atende aos interesses da sociedade e dos empregados.

Fonte por: Convergencia Digital

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