CrowdStrike identifica hackers chineses como risco de espionagem

Hackers Chineses Aumentam Ameaça ao Setor de Tecnologia
Grupos de hackers associados ao governo da China se destacaram como a principal ameaça de espionagem cibernética no setor tecnológico no último ano, conforme um relatório divulgado pela CrowdStrike. O estudo abrange o período de 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026 e foi publicado em um momento de crescimento acelerado dos investimentos em inteligência artificial, que a empresa identificou como um alvo prioritário para intrusões.
As operações de espionagem estão alinhadas com as estratégias do governo chinês e focam em três categorias principais: propriedade intelectual, informações de valor econômico e dados relacionados ao desenvolvimento tecnológico. O setor de tecnologia foi, pelo segundo ano consecutivo, a indústria mais visada, tanto por atores estatais quanto por grupos criminosos, abrangendo empresas que atuam em hardware, serviços de TI, semicondutores e software.
Contexto Geopolítico e Ameaças à Inteligência Artificial
Adam Meyers, vice-presidente sênior da CrowdStrike, contextualizou a situação dentro de uma corrida armamentista em inteligência artificial entre os Estados Unidos e a China, com a meta chinesa de alcançar a liderança global até 2030. Ele destacou que laboratórios de ponta e desenvolvedores de modelos especializados estão entre os alvos mais valiosos.
O relatório se torna ainda mais relevante após declarações do governo dos EUA, que acusou entidades chinesas de realizar “campanhas deliberadas em escala industrial” para extrair e replicar modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos. Essa acusação exemplifica as atividades monitoradas pela CrowdStrike durante o período analisado.
Reação da China e Implicações para a Segurança da Informação
A Embaixada da China em Washington contestou as conclusões do relatório, afirmando que o país se opõe a atividades de hacking e combate a essas práticas conforme a lei. O porta-voz classificou o documento como uma “difamação” e ressaltou a necessidade de cooperação entre os dois países no desenvolvimento e governança da inteligência artificial.
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Para os CIOs e responsáveis pela segurança da informação em empresas de tecnologia, o relatório serve como um alerta sobre a crescente importância da proteção de modelos de IA, dados de treinamento e propriedade intelectual. Esses ativos agora exigem camadas de segurança equivalentes às aplicadas a infraestruturas críticas, refletindo a necessidade de uma abordagem robusta para a segurança cibernética no setor.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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