Transformação Digital no Agronegócio Brasileiro
Entre 2012 e 2025, o Brasil registrou 2.132 pedidos de patentes em agricultura digital, consolidando essa tecnologia como o terceiro maior grupo de inovações verdes no país. O relatório do INPI, divulgado em janeiro de 2025, destaca uma tendência crescente de digitalização no agronegócio, impactando diretamente a demanda por infraestrutura de TI, segurança de dados e sistemas de gestão integrada.
Infraestrutura de TI Sob Pressão Crescente
A rápida digitalização do agronegócio está pressionando a infraestrutura tecnológica do Brasil. Os 2.132 pedidos de patentes em agricultura digital exigem sistemas complexos que demandam processamento de dados em larga escala, conectividade rural e integração com plataformas de gestão empresarial. Cada nova solução patenteada requer capacidade computacional, armazenamento em nuvem e redes de comunicação robustas.
Além disso, as 1.205 patentes brasileiras no setor verde agrícola passam por processos digitais de registro no INPI, o que exige sistemas de gestão de propriedade intelectual seguros para proteger informações sensíveis. A Embrapa, com 34 pedidos de patentes, exemplifica a necessidade de proteção digital em ambientes de inovação científica.
Segurança de Dados Emergente como Prioridade
O avanço da agricultura digital traz desafios significativos de cibersegurança. Sistemas de agricultura de precisão coletam dados georreferenciados e informações climáticas, que são essenciais para a competitividade. Proteger essas informações contra invasões e vazamentos tornou-se uma prioridade para produtores e empresas de tecnologia agrícola.
Com 1.330 depositantes de patentes verdes agrícolas no Brasil, sendo 465 empresas privadas e 389 instituições públicas, ambos os grupos precisam implementar protocolos rigorosos de segurança da informação. A adoção de tecnologias pelos produtores também aumenta a superfície de ataque, exigindo monitoramento contínuo.
Oportunidades para Provedores de Tecnologia
O mercado de agricultura digital oferece diversas oportunidades para empresas de TI. A gestão dos 5.879 pedidos de patentes em biofertilizantes e biodefensivos demanda plataformas especializadas que integrem bases de dados internacionais e análises preditivas de tendências tecnológicas. Além disso, a agricultura de precisão requer soluções de edge computing para processar dados em tempo real no campo.
A internacionalização das patentes agrícolas brasileiras também cria demanda por sistemas de compliance regulatório, pois as empresas precisam navegar por diferentes legislações de propriedade intelectual para proteger suas inovações em mercados internacionais.
Impactos na Estratégia Corporativa
O crescimento da agricultura digital está transformando cadeias de suprimento e modelos de negócio. Empresas que dependem de insumos agrícolas devem considerar investimentos em tecnologia para manter a competitividade, tornando a digitalização um requisito fundamental. As 41 instituições sem fins lucrativos entre os depositantes de patentes demonstram a importância estratégica da inovação agrícola.
O Brasil, como segundo maior depositante de patentes verdes agrícolas, atrai investimentos estrangeiros e parcerias internacionais, ampliando a demanda por infraestrutura digital de classe mundial. A convergência entre agronegócio e tecnologia redefine as prioridades de investimento em TI, com uma expectativa de aumento na demanda por data centers regionalizados e redes 5G rurais nos próximos anos.
Fonte por: Its Show
