Diogo Cortiz aponta que maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP, destaca em sua tese a singularidade da inteligência artificial em relação a revoluções tecnológicas passadas.

04/06/2026 16:00

2 min

Diogo Cortiz aponta que maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica
(Imagem de reprodução da internet).

Inteligência Artificial e suas Implicações na Educação e Trabalho

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, apresentou uma tese que destaca a singularidade da inteligência artificial (IA) em comparação com revoluções tecnológicas anteriores. Ele argumenta que, ao contrário das inovações passadas, a IA opera principalmente sobre a linguagem, impactando diretamente a educação, o trabalho, os negócios e a produção de conhecimento de maneiras sem precedentes.

Durante sua aula no curso “Filosofia da Tecnologia”, realizado em parceria com a V8.Tech, Cortiz enfatizou que a IA pode aumentar a produtividade e a qualidade das execuções, mas não necessariamente a compreensão. O foco, segundo ele, deve ser o desenvolvimento da capacidade crítica para interpretar e questionar as informações geradas pelos sistemas de IA.

Desempenho vs. Aprendizado: O Paradoxo da Performance

Um dos temas centrais abordados por Cortiz foi o paradoxo da performance, que alerta para o risco de confundir o desempenho gerado pela IA com aprendizado genuíno. À medida que os sistemas conversacionais se tornam mais avançados, aumenta a dependência cognitiva, levando as pessoas a delegarem não apenas tarefas operacionais, mas também o raciocínio às máquinas.

Para mitigar esse risco, o pesquisador sugere a metacognição, que é a capacidade de refletir sobre o próprio pensamento, questionar fontes e validar respostas. Em um ambiente de hiperpersonalização e interfaces conversacionais, essa habilidade se torna essencial para líderes e organizações.

Geopolítica da Inteligência Artificial e Soberania Digital

A aula também abordou os desdobramentos geopolíticos da inteligência artificial, destacando a importância da infraestrutura computacional, semicondutores e modelos fundacionais nas disputas econômicas e políticas futuras. Cortiz ressaltou que entender esses efeitos sistêmicos é crucial e deixou de ser apenas um exercício acadêmico, tornando-se uma competência estratégica para qualquer organização.

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Fonte por: It Forum

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