Empresas enfrentam 2026 com risco de alucinações de IA em decisões importantes
Alucinações de IA: riscos reais em decisões e governança corporativa em 2026 e estratégias para mitigação no cotidiano.
O impacto das alucinações de IA nas decisões corporativas
Em 2026, o discurso sobre inteligência artificial (IA) nas empresas passou a incluir preocupações sobre um efeito colateral significativo: as alucinações de IA. Esse fenômeno ocorre quando modelos geram respostas erradas ou distorcidas, apresentadas de forma convincente. O problema, que antes era visto como um erro isolado de chatbots, agora afeta relatórios e análises que influenciam decisões estratégicas.
O artigo da CartaCapital destaca que as alucinações de IA deixaram de ser casos isolados e passaram a impactar processos essenciais, afetando a governança corporativa. O risco aumenta à medida que a IA se torna parte integrante da gestão, influenciando a interpretação de dados e a tomada de decisões em um ritmo mais acelerado do que as organizações conseguem acompanhar.
Decisões erradas e riscos financeiros
No ambiente corporativo, a tendência inicial é minimizar erros, como números invertidos ou justificativas incorretas. No entanto, quando a IA está envolvida em sistemas de apoio à decisão, pequenos erros podem resultar em grandes consequências. A CartaCapital alerta que interpretações distorcidas podem levar a estratégias equivocadas, comprometendo a eficiência operacional e gerando perdas financeiras, além de potenciais questionamentos legais.
Um levantamento da FTI Consulting revelou que 85% dos diretores jurídicos acreditam que os riscos associados ao uso de IA aumentarão, e 51% dos departamentos consideram a IA um dos cinco maiores riscos jurídicos. Isso não é um sinal de pânico, mas sim uma gestão cuidadosa da exposição a riscos.
A confiança como um KPI invisível
Outro aspecto importante é a confiança nas ferramentas de IA. Quando executivos percebem que a IA pode errar, a confiança diminui, transformando a ferramenta em um fator de atrito. A CartaCapital destaca que esse abalo na credibilidade leva gestores a questionar a confiabilidade das análises geradas e a governança tecnológica dos sistemas utilizados.
No Brasil, onde a adoção de IA é alta, 86% das empresas já utilizam essa tecnologia. Quanto maior a adoção, maior a superfície de erro e o impacto reputacional quando falhas se tornam visíveis para clientes e reguladores.
O desafio do uso não homologado de IA
As alucinações de IA estão associadas ao risco de “Shadow AI”, que ocorre quando equipes utilizam ferramentas não homologadas para acelerar tarefas, expondo dados fora do controle de governança. Uma pesquisa do Gartner revelou que 69% das organizações suspeitam ou têm evidências de uso de IA generativa pública não aprovada. O alerta é claro: até 2030, mais de 40% das empresas devem enfrentar incidentes de segurança relacionados a esse uso não autorizado.
Quando as alucinações de IA se combinam com o uso não autorizado, o risco se transforma de “respostas erradas” para “decisões erradas baseadas em dados comprometidos”.
Governança e supervisão humana na era da IA
A CartaCapital enfatiza que a preparação das equipes é crucial. A ampliação do uso de IA requer profissionais que compreendam como os sistemas processam dados e onde estão suas limitações. Treinamentos focados na análise crítica das respostas são essenciais para mitigar riscos, especialmente durante a adoção e expansão da tecnologia.
Isso implica em um novo pacote de governança que deve ser liderado em conjunto por CIOs e CISOs. É necessário redefinir o conceito de “qualidade” para incluir a verificabilidade das informações geradas. Além disso, é fundamental estabelecer trilhas de validação com base na criticidade das aplicações de IA.
A mensagem final é clara: não existe um “piloto automático” confiável. Em 2026, a maturidade em IA se concentra menos na operação da tecnologia e mais na garantia de que ela não tome decisões de forma autônoma.
Fonte por: Its Show
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real