Estados Unidos aprovam 7,5 mil novos satélites da Starlink Gen 2 e intensificam competição global por conectividade

FCC aprova operação de 7,5 mil novos satélites da Starlink, intensificando a corrida por conectividade via satélite globalmente.

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Starlink Gen2 em órbita baixa: satélites com links ópticos conectando-se sobre a Terra, representando internet global de baixa latência.

Starlink Gen2 em órbita baixa: satélites com links ópticos conectando-se sobre a Terra, representando internet global de baixa latência.

FCC Aprova Expansão da Starlink com Novos Satélites

A Federal Communications Commission (FCC) dos Estados Unidos autorizou a operação de 7,5 mil satélites de baixa órbita (LEO) da segunda geração da Starlink. Essa decisão, anunciada na última sexta-feira (9), representa metade do total solicitado pela empresa para 2025, aumentando a capacidade da Gen 2 para 15 mil satélites licenciados.

Desde 2022, a Starlink já tinha permissão para operar 7,5 mil satélites da Gen 2, além de cerca de 4 mil da primeira geração. Com essa nova autorização, a constelação se torna uma referência na infraestrutura espacial de telecomunicações, ampliando sua presença no mercado.

Segundo a FCC, essa expansão permitirá à SpaceX oferecer internet de alta velocidade e baixa latência em escala global, melhorando a cobertura móvel e os serviços diretos do espaço.

Conectividade Direta ao Celular como Estratégia Central

A nova autorização destaca a tecnologia de conectividade direta ao celular (D2D), que possibilita que dispositivos móveis se conectem diretamente aos satélites, eliminando a necessidade de antenas terrestres. Essa funcionalidade é especialmente vantajosa em regiões remotas e mercados emergentes.

No mercado norte-americano, a tecnologia já está em fase comercial, indicando sua maturidade operacional. Para os profissionais de TI e cibersegurança, a implementação do D2D transforma o modelo tradicional de conectividade, criando novos desafios e riscos associados à dependência tecnológica.

Novas Camadas Orbitais e Altitudes Reduzidas

A FCC também autorizou a operação dos satélites da Starlink Gen 2 em altitudes entre 340 km e 485 km, inferiores às usadas por outras constelações LEO. Essa redução de altitude proporciona latências mais baixas, essenciais para aplicações corporativas e serviços críticos.

Entretanto, essa mudança também traz desafios relacionados ao gerenciamento orbital e à mitigação de detritos espaciais, exigindo uma coordenação internacional mais eficaz. Para o setor de TI, isso significa conexões mais rápidas, mas com uma infraestrutura mais complexa e concentrada.

Atualização Tecnológica e Flexibilização Regulatória

A nova licença permite que a Starlink atualize sua frota com tecnologias mais avançadas, eliminando restrições regulatórias consideradas ultrapassadas. A FCC destacou que essa flexibilização pode acelerar a inovação, mas também levanta questões sobre a concorrência e a governança do espaço.

Os novos satélites operarão em diversas faixas de frequência, aumentando a versatilidade da rede, mas exigindo atenção redobrada em segurança e conformidade regulatória.

Impacto no Mercado de TI e Cibersegurança

A expansão da Starlink Gen 2 impacta diretamente as decisões de CIOs e líderes de infraestrutura digital. A promessa de conectividade global e de baixa latência oferece oportunidades para continuidade de negócios e operações remotas, mas também amplia a superfície de risco, exigindo novos modelos de segurança.

Em um cenário de crescente tensão geopolítica, a capacidade de comunicação via satélite se torna um ativo estratégico, além de um potencial alvo de ataques.

Intensificação da Corrida Global por Constelações LEO

A decisão da FCC solidifica a posição da Starlink em um mercado competitivo, onde constelações de órbita baixa são essenciais para a soberania digital e a transformação digital global. Para empresas e governos, a conectividade é agora uma questão de segurança nacional e competitividade econômica.

A autorização dos novos satélites marca o início de uma nova fase na corrida espacial comercial, onde regulação, tecnologia e segurança devem coexistir, nem sempre de forma equilibrada.

Fonte por: Its Show

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