Fraudes digitais aumentam 126% durante o Carnaval de 2025

Deepfakes aumentam 126% no Brasil; Carnaval 2025 registra 1 fraude a cada 2,4 segundos, desafiando a segurança digital no setor de TI.

11/02/2026 12:50

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Wi-Fi falso próximo ao Carnaval 2025 usado para fraude digital.

Carnaval 2025: Aumento das Fraudes Digitais e Desafios para a Cibersegurança

Durante o Carnaval de 2025, o Brasil enfrenta um aumento alarmante nas fraudes digitais, com um crescimento de 126% no uso de deepfakes. Em janeiro, as instituições financeiras registraram 324.752 notificações de golpes, destacando a vulnerabilidade do ecossistema financeiro. A combinação do alto volume de transações via Pix e a sofisticação dos ataques por engenharia social mantém os departamentos de TI e Cibersegurança em alerta máximo.

Dados da Serasa Experian revelam que, durante o Carnaval, ocorre uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos. O cenário é agravado pela crescente utilização de fraudes digitais que empregam deepfakes, uma tecnologia capaz de falsificar rostos e vozes com precisão impressionante.

Números Revelam Vulnerabilidades no Setor Financeiro

Em janeiro de 2025, foram registradas 324.752 notificações de fraudes consideradas procedentes, segundo levantamento da FlagCheck. A expectativa é que esse número aumente durante o Carnaval, impulsionado pela movimentação atípica de recursos. Entre julho de 2024 e junho de 2025, 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes relacionados ao Pix ou boletos fraudulentos.

A concentração de transações financeiras durante os dias de folia cria um ambiente propício para os criminosos. O aumento de pagamentos por aproximação NFC e transferências instantâneas, aliado à limitação dos mecanismos de autenticação tradicionais, torna o cenário ainda mais desafiador.

Engenharia Social e Deepfakes: Novas Ameaças à Segurança

A evolução das técnicas de golpe preocupa especialistas em segurança da informação. Criminosos estão abandonando métodos rudimentares e adotando táticas de engenharia social combinadas com inteligência artificial. Casos documentados mostram golpistas se passando por organizadores de eventos ou familiares, solicitando transferências urgentes via Pix com o uso de áudios e vídeos gerados por deepfakes.

A clonagem de voz, que se tornou alarmantemente precisa, permite que sistemas de IA reproduzam padrões vocais com fidelidade suficiente para enganar até mesmo pessoas próximas. Essa mesma tecnologia é aplicada na falsificação facial em videochamadas, tornando a validação biométrica tradicional insuficiente.

Iniciativas do Setor de TI para Combater Fraudes

Para enfrentar o aumento das fraudes digitais, o setor de TI está investindo em soluções avançadas de proteção. Sistemas de autenticação multifatorial estão se tornando o padrão, combinando senhas, tokens temporários e validação biométrica.

Além disso, plataformas de análise preditiva estão sendo utilizadas para processar milhões de transações simultaneamente, aplicando algoritmos de machine learning para detectar comportamentos suspeitos. A biometria comportamental também está emergindo como uma solução inovadora, avaliando como os usuários interagem com seus dispositivos.

As instituições financeiras também estão investindo em campanhas de educação para clientes, alertando sobre táticas comuns de phishing e enfatizando que organizações legítimas nunca solicitam senhas ou códigos de verificação por telefone ou mensagem.

Vulnerabilidades em Pagamentos NFC e Maquininhas

A popularização de terminais de pagamento portáteis aumentou a superfície de ataque. Criminosos estão distribuindo maquininhas adulteradas em locais de grande circulação durante o Carnaval, capturando dados de cartões através de dispositivos skimming. A tecnologia NFC, embora conveniente, permite a captura de informações em distâncias curtas quando não adequadamente protegida.

Especialistas recomendam configurações específicas para aplicativos de pagamento durante eventos de massa, como desabilitar transações automáticas por aproximação e ativar notificações para todas as movimentações financeiras. O volume de tentativas de fraude durante o Carnaval serve como um teste de estresse para as infraestruturas de segurança, expondo vulnerabilidades que podem passar despercebidas em períodos normais.

Perspectivas para a Cibersegurança Após o Carnaval

Após o Carnaval, analistas preveem um endurecimento nas exigências de segurança para operações Pix, com o Banco Central sinalizando a possibilidade de camadas obrigatórias de validação para transferências acima de certos valores. A experiência adquirida durante o Carnaval de 2025 fornecerá dados cruciais para aprimorar os sistemas antifraude.

Os departamentos de TI devem reavaliar seus protocolos de segurança, uma vez que a combinação de alto volume transacional e ataques sofisticados estabelece um novo patamar de ameaças. Investimentos em tecnologias de segurança de última geração, como firewalls avançados e sistemas de detecção de intrusão baseados em IA, tornaram-se essenciais para a proteção eficaz contra fraudes digitais.

Fonte por: Its Show

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