Fraudes no Carnaval: 21 celulares são roubados a cada hora em SP

Carnaval 2026 sob ameaça de fraudes: 21 celulares roubados por hora em SP e R$ 29 bilhões em perdas com golpes Pix. Confira os efeitos na cibersegurança.

08/02/2026 15:50

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Fraudes no Carnaval 2026: pessoa protegendo o celular em rua mov...

Desafios de Cibersegurança Durante o Carnaval 2026

O Carnaval de 2026 está previsto para injetar R$ 14,48 bilhões na economia brasileira, mas especialistas em cibersegurança alertam para o aumento significativo de fraudes digitais durante o evento. Em São Paulo, o Carnaval de 2025 registrou 21 furtos ou roubos de celulares por hora, totalizando 3.678 casos entre 28 de fevereiro e 4 de março. No Rio de Janeiro, os crimes aumentaram 46% em comparação a 2024, com tentativas de golpes digitais ocorrendo a cada 2,4 segundos, segundo dados da Serasa Experian.

O Carnaval brasileiro se tornou um campo de batalha para os profissionais de cibersegurança. Apesar da expectativa de crescimento econômico, os números alarmantes de crimes digitais e roubos de dispositivos móveis revelam vulnerabilidades que exigem uma resposta imediata do setor de tecnologia da informação (TI).

Explosão de Crimes Digitais e Golpes no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a situação é igualmente preocupante. A capital fluminense registrou um aumento de 46% nos furtos e roubos de celulares durante o Carnaval de 2025 em relação ao ano anterior. Esse crescimento reflete uma tendência nacional que desafia constantemente as estruturas de segurança digital.

Além dos roubos físicos, um levantamento do Instituto DataSenado revelou que mais de 40 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes digitais em 2024. As fraudes relacionadas ao sistema de pagamento Pix se destacam, com uma pesquisa indicando que cerca de 24 milhões de brasileiros caíram em golpes, resultando em um prejuízo acumulado de R$ 29 bilhões.

Tecnologias Emergentes e Seus Desafios de Segurança

A sofisticação dos ataques cibernéticos aumentou consideravelmente. Dados da FlagCheck mostram um crescimento de 126% nas fraudes utilizando deepfakes no Brasil em 2025. Essa tecnologia permite que criminosos criem vídeos e áudios falsos que podem enganar até sistemas de reconhecimento facial.

Durante o Carnaval de 2024, a Serasa Experian registrou uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos. Os criminosos utilizam diversos métodos, como maquininhas de cartão adulteradas, QR Codes fraudulentos e redes Wi-Fi públicas comprometidas, além de perfis falsos em redes sociais oferecendo ingressos inexistentes.

Impacto no Setor de TI e Cibersegurança

Para os executivos de tecnologia, esses números representam desafios operacionais significativos. O aumento das fraudes durante o Carnaval pressiona instituições financeiras a reforçarem seus sistemas antifraude e monitoramento em tempo real. Bancos e fintechs precisam investir em inteligência artificial para detectar padrões anômalos de transação.

O mercado de soluções de proteção móvel está em crescimento acelerado, com aplicativos como o Celular Seguro, que oferece bloqueio remoto de dispositivos. Além disso, empresas de autenticação multifator estão vendo uma demanda crescente por suas soluções, especialmente em ambientes corporativos.

Preparação Empresarial e Medidas Preventivas

Os gestores de TI enfrentam o desafio de equilibrar a experiência do usuário com a segurança. A implementação de autenticação de dois fatores é uma medida eficaz para reduzir o sucesso de tentativas de acesso não autorizado. Políticas de BYOD (Bring Your Own Device) também precisam ser revisadas, uma vez que dispositivos pessoais podem representar riscos significativos.

A análise de big data e machine learning pode ajudar na identificação proativa de ameaças, permitindo que sistemas bloqueiem automaticamente operações suspeitas. Parcerias entre o setor público e privado são essenciais para o compartilhamento de informações sobre ameaças e para uma resposta mais ágil a novos ataques.

O Carnaval de 2026 não é apenas uma celebração cultural, mas também um teste para a infraestrutura de segurança digital do Brasil. Com o aumento das fraudes, a questão não é se ocorrerão ataques, mas sim quão preparadas as organizações estarão para detectá-los e se recuperar rapidamente.

Fonte por: Its Show

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