Acordo de Cooperação em Inteligência Artificial entre Brasil e China
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Serpro e a empresa chinesa iFlytek, firmou um acordo de cooperação voltado para o desenvolvimento de capacidades nacionais em inteligência artificial. O objetivo é promover a transferência de tecnologia e fortalecer a autonomia do Brasil em relação a tecnologias externas.
Objetivos da Iniciativa
O ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, ressaltou a importância de desenvolver uma capacidade própria em tecnologia, alertando que países que não o fizerem poderão enfrentar limitações no acesso a inovações. A iniciativa visa não apenas a criação de tecnologias em conjunto, mas também a transferência de conhecimento, impactando diretamente a soberania digital do Brasil.
O Serpro, como operador da infraestrutura nacional de dados públicos, desempenhará um papel crucial nesse processo, utilizando a inteligência artificial para aprimorar a prestação de serviços à população.
Diretrizes do Acordo
O acordo estabelece diretrizes para a cooperação em pesquisa e desenvolvimento, com foco em:
- Modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro;
- Sistemas de tradução e acessibilidade;
- Aplicações em cibersegurança;
- Soluções para a infraestrutura de IA no Brasil.
Desenvolvimento de Infraestrutura Nacional
O presidente do Serpro, Wilton Mota, destacou que a empresa já conta com mais de 300 soluções que utilizam inteligência artificial. O novo acordo permitirá um avanço acelerado no desenvolvimento dessas soluções, ampliando o uso da IA nos serviços públicos e atendendo às necessidades do Estado em relação à soberania digital.
Além disso, o protocolo prevê a criação de uma infraestrutura nacional de inteligência artificial, incluindo data centers, nuvem segura e plataformas de dados interoperáveis. Programas de capacitação, como intercâmbio de pesquisadores e cursos, também serão implementados para formar especialistas e aumentar a capacidade técnica no país.
Próximos Passos
As iniciativas delineadas no acordo dependerão da formalização de instrumentos específicos entre as partes envolvidas, permitindo que a cooperação seja ajustada conforme as prioridades técnicas e estratégicas ao longo do tempo.
Fonte por: Convergencia Digital
