Huawei e operadoras contestam banimento forçado da Comissão Europeia
Fabricante chinesa garante operação legal na Europa e promete fornecer produtos e serviços seguros. GSMA destaca a importância de medidas de segurança cibernéti…
Comissão Europeia Acelera Banimento de Fornecedores Chineses nas Telecomunicações
A Comissão Europeia decidiu acelerar o processo de banimento de fornecedores chineses, especialmente Huawei e ZTE, das operações de telecomunicações na Europa. A Huawei contestou essa decisão, afirmando que opera legalmente no continente e continuará a fornecer produtos e serviços seguros. A empresa também declarou que monitorará o desenvolvimento do processo legislativo e se reserva o direito de proteger seus interesses legítimos.
Reações das Operadoras de Telefonia Móvel
A GSMA, associação que representa as operadoras de telefonia móvel europeias, manifestou apoio ao objetivo da Comissão Europeia de fortalecer a segurança cibernética. No entanto, a associação alertou que as medidas propostas devem ser baseadas em riscos reais e viáveis operacionalmente. As mudanças sugeridas na Lei de Segurança Cibernética podem dificultar a capacidade das operadoras de atualizar rapidamente suas redes e atender às crescentes demandas de conectividade na Europa.
Proposta da Comissão Europeia para Equipamentos de Alto Risco
A Comissão Europeia apresentou uma proposta para a eliminação gradual de equipamentos de fornecedores considerados de alto risco em infraestruturas críticas, incluindo redes móveis. A CE destacou que incidentes de segurança recentes revelaram vulnerabilidades, enfatizando que a segurança da cadeia de fornecimento é uma questão que envolve não apenas a segurança técnica, mas também riscos associados a fornecedores e interferência externa.
Próximos Passos da Proposta
A proposta da Comissão Europeia prevê a eliminação obrigatória de riscos nas redes de telecomunicações móveis em relação a fornecedores de países terceiros considerados de alto risco. Caso aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, a proposta será imediatamente aplicável, e os Estados-Membros terão um ano para adaptar suas legislações nacionais à nova diretiva.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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