IA impulsiona cibercrime global em 16 vezes e diminui reação das empresas, revela estudo

Inteligência Artificial e o Crescimento do Cibercrime
A inteligência artificial (IA) generativa está revolucionando o cibercrime, tornando-o mais automatizado, escalável e difícil de combater. Um estudo intitulado “AI.Attackers”, realizado pela Howden em parceria com a Malanta, revela que a popularização da IA acelerou a criação de estruturas digitais utilizadas para fraudes, invasões e disseminação de softwares maliciosos. O número dessas infraestruturas saltou de 6.498 em 2022 para cerca de 110 mil em 2024.
O estudo também destaca que o crescimento dessas estruturas criminosas se intensificou com a adoção de ferramentas de IA generativa. Entre 2015 e 2022, a expansão anual dessas plataformas era de aproximadamente 32%, mas entre 2023 e 2024, esse crescimento disparou para uma faixa entre 285% e 340% ao ano.
Essas infraestruturas incluem ambientes online para armazenar códigos maliciosos, registrar domínios falsos, distribuir programas fraudulentos e organizar operações de phishing e roubo de dados. O levantamento abrange operações internacionais relacionadas à espionagem digital, fraudes e ataques a setores como financeiro, tecnologia, indústria química e governo.
Automatização das Operações Criminosas
O relatório também analisa um caso de 2025, onde uma campanha de espionagem cibernética atribuída a um ator estatal chinês foi conduzida com alta automação. Entre 80% e 90% das tarefas do ataque foram realizadas por agentes de IA, com pouca intervenção humana. As atividades automatizadas incluíram reconhecimento de vulnerabilidades, desenvolvimento de ferramentas de invasão, roubo de credenciais e extração de dados.
Essa automação tem reduzido drasticamente o tempo de reação das empresas. O intervalo médio entre o registro de uma infraestrutura maliciosa e seu uso em ataques é de 72 dias, e cerca de 82% dos domínios analisados ainda não haviam sido detectados por fornecedores de segurança no momento da análise. Isso significa que muitas infraestruturas criminosas permanecem invisíveis por semanas antes de serem utilizadas.
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Além disso, o estudo estima que grupos criminosos conseguem manter mais de dez operações digitais simultâneas por menos de US$ 100 mil, aumentando a escala e a repetição dos ataques. Cada operação criminosa digital utiliza, em média, dezenas de domínios, subdomínios, certificados digitais e contas falsas em redes sociais para estruturar golpes e ataques de phishing.
Desafios para a Segurança Cibernética
Esse novo cenário representa um desafio significativo para os modelos tradicionais de defesa cibernética, que geralmente atuam apenas após a identificação de sinais claros de invasão. Com a inteligência artificial, os ciclos de ataque estão se tornando cada vez mais rápidos, e a prevenção antes do ataque deve ganhar destaque nos próximos anos.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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