Idris Elba e Rumman Chowdhury discutem os limites da IA no Knowledge26

Inteligência Artificial e o que ela não pode fazer
A inteligência artificial (IA) enfrenta limitações significativas, conforme destacado por Rumman Chowdhury e Idris Elba durante o Knowledge26, conferência da ServiceNow em Las Vegas. Chowdhury, cientista de dados e CEO da Humane Intelligence, enfatiza que a IA não consegue discernir, enquanto Elba, ator britânico e embaixador da ServiceNow, aponta que a máquina não consegue ser engraçada.
Discernimento: A palavra do futuro
Rumman Chowdhury, que está escrevendo um livro sobre o futuro da inteligência, afirma que sua palavra para 2026 é “discernimento”. Ela argumenta que, embora a IA possa gerar conteúdos que parecem bons, apenas os humanos têm a capacidade de avaliar se são realmente bons ou ruins. Um exemplo é a música: um modelo treinado em obras de Mozart pode criar composições semelhantes, mas não consegue replicar a inovação que o compositor traria se estivesse vivo.
Idris Elba complementa essa visão, afirmando que a IA não pode substituir a conexão humana que nos permite ser engraçados. Para ele, a habilidade de fazer humor é uma característica intrinsecamente humana, que as máquinas não conseguem replicar.
IA como ferramenta de domínio
Chowdhury propõe uma nova perspectiva sobre a IA no ambiente de trabalho, sugerindo que ela deve ser vista como uma ferramenta de domínio, e não apenas de produtividade. Ela questiona como a IA pode ajudar os indivíduos a alcançar seus objetivos pessoais e profissionais, destacando a busca constante dos humanos por melhorias.
Para líderes que enfrentam resistência em suas equipes, Rumman recomenda um abordagem gradual, citando o psicólogo Daniel Kahneman. Ela sugere iniciar com projetos pequenos e de baixo risco, como um projeto de monitoramento doméstico, que pode levar a uma automação mais abrangente.
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A governança da IA e a responsabilidade individual
Rumman enfatiza que a governança da IA não deve ser uma responsabilidade exclusiva das organizações, mas também dos indivíduos. Ela defende que as empresas devem estabelecer princípios éticos e criar estruturas que permitam que os funcionários ajam de acordo com esses princípios. No entanto, cada pessoa também deve assumir sua parte nessa responsabilidade.
Idris Elba utiliza a analogia de uma biblioteca, onde o leitor deve informar se um livro está danificado, ressaltando a importância da responsabilidade individual em um sistema coletivo. Ele também compara a produção de um filme, que envolve múltiplas etapas e colaborações, à necessidade de diálogo e interpretação na tecnologia.
Manter a curiosidade em tempos fragmentados
Para ambos, a chave para enfrentar um cotidiano cada vez mais fragmentado é manter a curiosidade. Elba sugere que as pessoas simplesmente permaneçam curiosas, enquanto Rumman recomenda a leitura de ficção científica como uma forma de ampliar perspectivas. Ela acredita que dedicar tempo a atividades diferentes do trabalho é essencial para a criatividade e a motivação.
Rumman também questiona a noção de vício em tecnologia, sugerindo que o foco deve ser no que as pessoas fazem com o tempo que passam online, em vez de quanto tempo gastam nas redes sociais.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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