Inovação se torna essencial na estratégia do agronegócio brasileiro e desafia a TI por decisões duradouras

Inovação transforma agronegócio e exige decisões estratégicas em TI, cibersegurança e IA para um futuro sustentável.

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Imagem representando demanda por inovação no agronegócio brasileiro

Imagem representando demanda por inovação no agronegócio brasileiro

A Inovação no Agronegócio Brasileiro

A inovação se tornou um elemento central na estratégia das empresas do agronegócio brasileiro. Dados da 29ª CEO Survey indicam que os líderes do setor estão intensificando investimentos em tecnologia, inteligência artificial e parcerias externas. Contudo, a área de TI enfrenta o desafio de manter o crescimento em um ambiente marcado por inflação, riscos climáticos e aumento da exposição cibernética.

Prioridade em Inovação e Desafios de Curto Prazo

Embora a inovação seja considerada essencial, a execução ainda enfrenta barreiras significativas. A pesquisa revela que 54% do tempo dos CEOs é dedicado a iniciativas de curto prazo, enquanto apenas 15% é voltado para ações de longo prazo. Essa situação gera pressão constante sobre os executivos de TI, que precisam entregar resultados imediatos sem comprometer a eficiência operacional.

Além disso, 38% das empresas do agronegócio já estão colaborando com parceiros externos para acelerar a inovação, o que destaca a tendência de ecossistemas digitais. Essa dinâmica, no entanto, aumenta a superfície de risco e exige uma governança robusta em segurança da informação.

Inteligência Artificial e Seus Desafios

A inteligência artificial (IA) está se consolidando como uma ferramenta competitiva, com 33% dos CEOs afirmando que seu uso já resultou em aumento de receita. Entretanto, algumas empresas enfrentam dificuldades, como altos custos de implementação e integração com sistemas legados. A liderança de TI precisa agora tratar a IA como uma ferramenta de negócio, aplicando-a em áreas como previsão de demanda e eficiência operacional.

Contudo, a crescente automação e o volume de dados também elevam os riscos cibernéticos, tornando a proteção da cadeia de suprimentos digitais uma prioridade. A integração de ambientes operacionais e de TI aumenta a complexidade da segurança cibernética.

Dependência de Tecnologia em Tempos de Crise

A inflação e as mudanças climáticas são vistas como grandes ameaças pelos CEOs do agronegócio, com 35% afirmando estar muito expostos a esses riscos. Nesse cenário, a tecnologia se torna um mecanismo crucial para mitigar riscos, com sistemas de gestão e modelos preditivos se tornando essenciais para decisões rápidas e precisas.

Os executivos de TI devem, portanto, assumir um papel estratégico, traduzindo dados em inteligência de negócios e contribuindo para a sustentabilidade das operações.

Desafios da Cibersegurança na Transformação Digital

A pesquisa indica que metade dos CEOs do agronegócio planeja diversificar suas operações nos próximos cinco anos, o que pode aumentar significativamente os riscos cibernéticos. A integração com terceiros e o uso intensivo de dados sensíveis exigem uma abordagem madura em cibersegurança, onde o foco não é apenas proteger ativos, mas também garantir a continuidade operacional.

Além disso, 60% dos CEOs acreditam que o avanço tecnológico reduzirá vagas de entrada, ressaltando a necessidade de requalificação de talentos e automação de processos críticos.

Impacto para Executivos de TI e Cibersegurança

A inovação no agronegócio reflete uma tendência mais ampla de cobrança por resultados na área de TI. Essa área deve ser vista como geradora de valor, eficiência e mitigação de riscos. Para os executivos de TI e de cibersegurança, é fundamental acelerar a adoção de novas tecnologias, como IA e analytics, enquanto se mantém a segurança e a resiliência do negócio.

No agronegócio, a inovação não é mais uma opção, mas um pilar central da estratégia. A capacidade da TI de sustentar esse movimento será crucial para determinar quais empresas se destacarão na próxima década.

Fonte por: Its Show

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