Instabilidade climática e sua influência na demanda por tecnologia no agronegócio brasileiro

Transição climática em 2026 eleva a necessidade de soluções de TI no agronegócio, com foco em IoT e análise preditiva no Centro-Oeste.

3 min de leitura
Imagem representando o uso de tecnologia na agricultura para superar desafios causados pela transição climática

Imagem representando o uso de tecnologia na agricultura para superar desafios causados pela transição climática

Transformações no Agronegócio Brasileiro em 2026

A transição climática prevista para 2026 está revolucionando o agronegócio no Brasil, tornando-o um setor que exige soluções tecnológicas avançadas. Com a La Niña perdendo força e a expectativa de retorno à neutralidade em março, a incerteza climática no Centro-Oeste brasileiro está estimulando investimentos em sistemas de monitoramento, Internet das Coisas (IoT) e análise preditiva, visando mitigar riscos nas lavouras de soja e milho.

Centro-Oeste: Epicentro da Necessidade Tecnológica

O Centro-Oeste do Brasil se destaca como uma região crítica nesse novo cenário. Áreas como o centro-norte de Mato Grosso, Goiás e Matopiba enfrentam uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média nos meses de janeiro, fevereiro e março, o que compromete o cultivo de soja e milho. Para os executivos de TI, isso representa uma oportunidade significativa, pois a demanda por soluções robustas de sensoriamento remoto e plataformas digitais de análise climática se torna evidente.

A StoneX, em seu relatório de perspectivas para commodities, prevê um final de 2025 e início de 2026 marcados por tensões comerciais e incertezas monetárias, o que adiciona complexidade à gestão de riscos no setor agrícola.

Números que Justificam Investimentos em Infraestrutura Digital

A produção de soja no Brasil está estimada em 177,6 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde. No entanto, a gestão dessa produção em meio à instabilidade climática requer tecnologia de ponta. Para o algodão, as projeções indicam exportações próximas a 3 milhões de toneladas, com uma produção estimada em 3,7 milhões de toneladas, refletindo uma redução de 11% em relação à safra anterior, evidenciando o impacto das condições climáticas adversas.

Esses números ressaltam a necessidade de sistemas de IoT para agricultura de precisão, que devem operar com alta disponibilidade e processar informações meteorológicas em tempo real, além de exigir segurança cibernética robusta nas plataformas de análise preditiva.

Convergência entre Agro e Tech: Novos Requisitos de Segurança

A volatilidade do mercado de commodities intensifica a necessidade de sistemas de gestão de risco com arquitetura resiliente. A tecnologia no agronegócio não se limita mais à automação básica; o setor demanda soluções empresariais que integrem ecossistemas complexos. A irregularidade hídrica que afeta as lavouras cria uma oportunidade para provedores de soluções em nuvem, exigindo infraestrutura escalável e redundante.

Além disso, a crescente digitalização do campo amplia a superfície de ataque, tornando sistemas críticos, como os que controlam irrigação e monitoram safras, alvos potenciais. A proteção desses ativos digitais requer estratégias de segurança multicamadas, enquanto a adoção de inteligência artificial se torna essencial para prever cenários futuros em um ambiente de crescente imprevisibilidade.

Implicações Estratégicas para Decisores de TI

Para CIOs e CTOs que atuam no agronegócio, é fundamental reavaliar prioridades. A tecnologia no setor está se transformando de um centro de custo em um ativo estratégico, com investimentos em soluções de monitoramento climático se tornando indispensáveis. A redução de 11% na produção de algodão ilustra o custo da imprevisibilidade, onde cada ponto percentual de perda representa milhões em receita.

O retorno à neutralidade do ENSO em março de 2026 não garante estabilidade, e a fase de transição continuará a impactar o Hemisfério Sul. Sistemas de monitoramento devem operar continuamente, gerando uma demanda constante por capacidade de processamento e armazenamento. A convergência entre agro e tecnologia cria um mercado B2B específico, onde soluções genéricas não atendem às necessidades setoriais.

O cenário de tensões comerciais e incertezas monetárias, conforme apontado pela StoneX, adiciona pressão sobre os sistemas de gestão financeira, tornando plataformas que integram dados de produção com análise de mercado diferenciais competitivos. Para o setor de TI, 2026 representa um ponto de inflexão, onde a tecnologia no agronegócio se torna central, exigindo uma capacidade tecnológica permanente diante da nova realidade climática.

Fonte por: Its Show

Sair da versão mobile