Investidores acionam Oracle devido a acordo com OpenAI
Ação afirma que Oracle escondeu o verdadeiro tamanho da dívida para permitir a expansão da infraestrutura acordada.
Oracle Enfrenta Processo por Ocultação de Endividamento
A Oracle está sendo processada por investidores que alegam que a empresa não revelou a verdadeira extensão do endividamento necessário para a expansão de sua infraestrutura, relacionada ao contrato de computação em nuvem com a OpenAI, avaliado em US$ 300 bilhões. A ação, protocolada em Nova York no dia 14 de janeiro, representa detentores de títulos que adquiriram notas seniores e bonds emitidos durante uma rodada de financiamento de dívida de US$ 18 bilhões realizada pela Oracle em setembro de 2025.
Detalhes do Contrato e da Expansão
A emissão de títulos ocorreu após o anúncio do acordo com a OpenAI, que exigia um aumento significativo na capacidade computacional da Oracle. O projeto, denominado Stargate, incluía a construção de infraestrutura adicional para suportar 4,5 GW dedicados às operações da OpenAI. Para viabilizar essa expansão, a Oracle buscou novas fontes de financiamento.
Reclamações dos Investidores
No processo, o Ohio Carpenters’ Pension Plan alega que os documentos da oferta não informavam que a Oracle precisaria contrair dívidas adicionais além dos US$ 18 bilhões já levantados, nem que a empresa estava em negociações para captar novos recursos. O fundo argumenta que, sem essa informação, os investidores adquiriram títulos que posteriormente se desvalorizaram.
Impacto das Novas Captações
Os detentores de bonds alegam ter sofrido “perdas e danos significativos” após a divulgação, em outubro de 2025, de uma nova captação de US$ 38 bilhões destinada ao desenvolvimento de dois data centers da Vantage Data Centers, parte do acordo com a OpenAI. Essa notícia provocou uma queda nos preços dos títulos.
Consequências e Réus do Processo
Os autores do processo afirmam que o mercado reagiu rapidamente ao novo endividamento, resultando em uma deterioração das notas seniores da Oracle, que passaram a operar com spreads e rendimentos típicos de emissores de menor classificação. Atualmente, um segmento de US$ 4 bilhões da emissão está sendo negociado a 95,75 centavos por dólar, representando uma perda de cerca de US$ 170 milhões.
O processo inclui como réus a Oracle, seu fundador e chairman Larry Ellison, a CEO Safra Katz, a vice-presidente executiva e diretora de contabilidade Maria Smith, além dos bancos envolvidos na emissão dos títulos. A Oracle não respondeu a solicitações de comentários sobre o caso até o momento da publicação.
Este é o segundo processo relacionado à infraestrutura de inteligência artificial registrado nesta semana. Em 12 de janeiro, acionistas da CoreWeave também entraram com uma ação coletiva, alegando que foram levados a acreditar que a empresa conseguiria atender à crescente demanda por capacidade computacional, o que não se concretizou.
Fonte por: Convergencia Digital
Autor(a):
Redação
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