“Isabella Piratininga, do iFood, destaca a importância de incluir mais mulheres na TI”

Isabella Piratininga recorda infância ativa nas ruas e a introdução do Mega Drive pela mãe para mantê-la em casa.

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Isabella Piratininga, diretora de tecnologia e inovação do iFood. Imagem: divulgação

Isabella Piratininga, diretora de tecnologia e inovação do iFood. Imagem: divulgação

A Trajetória de Isabella Piratininga na Tecnologia

Isabella Piratininga, desde a infância, sempre foi uma criança ativa, preferindo brincar na rua a ficar em casa. Para mantê-la ocupada, sua mãe comprou um videogame Mega Drive, embora na época a tecnologia não fosse vista como uma carreira. Filha de uma bancária e de um empreendedor, Isabella cresceu sob a influência de diferentes referências profissionais, frequentemente sob os cuidados da avó, que se lembrava de como era difícil acompanhá-la.

Na escola, Isabella não se considerava uma aluna dedicada, mas mantinha boas notas para não comprometer suas férias. Seu método de estudo era simples: se não entendesse o conteúdo em aula, estudava em casa até dominar a matéria, muitas vezes passando a noite em claro para resolver exercícios.

Da Criatividade ao Design

O interesse de Isabella por atividades criativas a levou a considerar diversas profissões. Apesar de ter pensado em engenharia, os testes vocacionais sempre a direcionavam para áreas ligadas à criação, resultando na escolha do curso de design. Desde cedo, ela já tinha contato com ferramentas digitais, como o Photoshop, que eram essenciais para seu trabalho.

O design se tornou sua porta de entrada para o universo digital em expansão no Brasil. Com o crescimento da internet, novas funções surgiram, ligadas à experiência do usuário e à criação de produtos digitais. Isabella começou a entender o que eram produtos digitais em um momento em que essas oportunidades estavam começando a aparecer no país.

Desafios e Oportunidades no Setor de Tecnologia

Atualmente, Isabella é diretora de tecnologia e inovação no iFood, onde enfrenta a realidade da predominância masculina nas áreas técnicas. Ela acredita que essa disparidade começa muito antes da entrada no mercado de trabalho, refletindo um problema de formação de base. Durante seu ensino médio técnico em informática, Isabella era uma das poucas meninas em uma turma majoritariamente masculina.

No iFood, apenas 31% da equipe de tecnologia é composta por mulheres, embora 45% das posições de liderança sejam ocupadas por profissionais do gênero feminino. Isabella defende que, para mudar essa realidade, é necessário um esforço conjunto e que a questão é social, não apenas corporativa.

Promovendo a Diversidade e a Inteligência Artificial

Isabella também se preocupa com a diversidade nas discussões sobre inteligência artificial (IA). Ela alerta que os sistemas de IA podem reproduzir desigualdades sociais, pois são treinados com dados que refletem essas distorções. No iFood, ferramentas de machine learning já são utilizadas para aprimorar processos desde 2018, e a empresa está explorando novas aplicações de IA que interagem de forma mais autônoma com os usuários.

Para Isabella, o desafio não está apenas na evolução das tecnologias, mas em como elas se integram ao cotidiano das equipes e produtos digitais. Ela acredita que entender como a tecnologia pode facilitar o trabalho será uma das principais tarefas das equipes de tecnologia nos próximos anos.

Fonte por: It Forum

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