Justiça Federal determina que X classifique desrespeito à população trans como discurso de ódio

Decisão obriga plataforma a coibir práticas de misgendering e deadnaming.

30/01/2026 11:50

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(Imagem de reprodução da internet).

Justiça Federal determina proteção à população trans no X Brasil

A Justiça Federal decidiu que o X Brasil, anteriormente conhecido como Twitter, deve restabelecer em sua Política de Discurso Violento a proteção específica para a população trans. Essa determinação é resultado de uma ação movida pelo Ministério Público Federal, que exige a proibição de práticas como misgendering e deadnaming, consideradas formas de discurso de ódio.

Alterações nas regras internas da plataforma

A ação foi iniciada após o X Brasil modificar suas regras internas em abril de 2023, excluindo essas práticas do conjunto de condutas explicitamente proibidas. Para a Justiça, essa mudança diminuiu a proteção anteriormente oferecida às pessoas trans, permitindo a normalização de comportamentos discriminatórios relacionados à identidade de gênero.

Impactos na vida de pessoas transexuais

O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, responsável pela ação, destacou que a alteração nas regras do X Brasil teve consequências sérias para a vida de pessoas transexuais. Ele argumentou que a liberdade de expressão não deve ser usada como justificativa para a disseminação de discursos de ódio e que as plataformas digitais têm a responsabilidade de implementar regras que protejam os direitos humanos.

Decisão judicial e proteção de direitos fundamentais

O juiz da 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Seção Judiciária do Acre concluiu que a remoção das salvaguardas representa uma violação do princípio constitucional que proíbe o retrocesso em direitos fundamentais. A decisão enfatizou que a autonomia das empresas privadas não é ilimitada e deve respeitar a dignidade da pessoa humana, além de proteger grupos historicamente vulneráveis.

Conclusão sobre a proteção à população trans

A decisão da Justiça Federal reafirma a importância de garantir a proteção dos direitos da população trans nas plataformas digitais. A restauração das regras que proíbem práticas discriminatórias é um passo significativo para a promoção da dignidade e dos direitos humanos, refletindo a necessidade de um ambiente online mais seguro e inclusivo.

Fonte por: Convergencia Digital

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