Laboratório responsável pelas medalhas do Brasil divulga dados para o pódio
Comitê Olímpico do Brasil recebe 300 mil arquivos durante Jogos Olímpicos de Inverno 2026 em Milão e Cortina d’Ampezzo.
Transformação Digital do Comitê Olímpico do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026
Durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que ocorrerão de 6 a 22 de fevereiro em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) receberá aproximadamente 300 mil arquivos. Esses dados incluem vídeos, resultados de provas, informações climáticas, tempos oficiais e registros de treinos, formando uma avalanche digital crucial para os bastidores das competições.
Antônio Marcos Jander Chaboudt, analista de Dados Esportivos do COB, destaca a importância de ter capacidade computacional para processar e analisar esses dados, devolvendo informações valiosas aos atletas. Essa mudança representa uma transição de uma cultura empírica para um modelo orientado por dados, com o objetivo de operar em tempo quase real durante as competições.
Inovação na Análise de Dados Esportivos
Historicamente, a análise esportiva dependia da experiência dos treinadores e de percepções subjetivas. Chaboudt reconhece que havia uma escassez de dados estruturados, mas atualmente o COB está implementando uma nova arquitetura em nuvem, substituindo o antigo data Warehouse. Essa mudança é fundamental para a evolução do COB e sua ambição de integrar diferentes camadas de informação, como dados médicos, nutricionais e de performance.
Marcelo Santos, gerente de tecnologia do COB, explica que investir em hardware próprio é arriscado devido à rápida evolução da tecnologia. A nuvem permite escalabilidade e a incorporação de novas ferramentas, como inteligência artificial (IA), que será essencial para o futuro do COB.
Desafios e Estratégias Durante as Competições
Durante as competições, o uso de sensores é limitado por regulamentos, o que leva o COB a combinar análise de resultados em tempo quase real com a captura de imagens. A equipe analisou provas de modalidades como bobsled e skeleton remotamente, destacando pontos técnicos e cruzando dados de desempenho.
Chaboudt enfatiza que a rapidez na leitura e interpretação de dados é crucial durante as provas, exigindo um processamento ágil para transformar informações em insights acionáveis antes das próximas descidas ou fases eliminatórias.
Comparação e Evolução dos Atletas
Os dados oficiais permitem ao COB comparar atletas brasileiros com os melhores do mundo, analisando a evolução histórica dos top 5 em cada prova. Essa análise é fundamental para entender as diferenças técnicas e melhorar o desempenho dos atletas.
No treinamento, os dados são tratados de forma estratégica, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A comparação é longitudinal, focando no progresso individual dos atletas ao longo do tempo, onde a IA pode desempenhar um papel importante no futuro.
Inteligência Artificial como Ferramenta de Análise
O COB foi convidado a participar de uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional voltada para a inteligência artificial. Santos menciona que estão desenvolvendo um framework para implementar a IA de forma segura, começando pela organização dos dados e estudo das ferramentas disponíveis.
Com a nova estrutura de dados, a IA poderá identificar padrões e comparações que não são perceptíveis ao olho humano, ajudando a apontar desvios e oportunidades durante as competições. O objetivo é que a informação também auxilie na tomada de decisões estratégicas do COB.
Visão de Longo Prazo e Legado
O planejamento do COB está alinhado com os ciclos olímpicos, com a meta de consolidar o projeto até 2028 e preparar o caminho para 2032. Santos ressalta que o impacto do projeto vai além das medalhas, buscando garantir que os atletas cheguem prontos para competir, com informações que possam fazer a diferença em suas performances.
Em um cenário onde resultados são decididos por milésimos de segundo, dados bem estruturados podem indicar as melhores áreas para investimento e priorização de modalidades. No esporte moderno, a competição se estende para além das arenas, envolvendo servidores e modelos preditivos, impactando diretamente o desempenho dos atletas e suas chances de sucesso.
Fonte por: It Forum
Autor(a):
Redação
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