Líderes que priorizam a saúde mental no trabalho são valorizados por todas as gerações

Pesquisa da Serasa Experian revela que cinco gerações no trabalho buscam líderes que acolham diferenças e criem ambientes seguros.

06/01/2026 10:00

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Desafios e Expectativas das Gerações no Ambiente de Trabalho

Atualmente, cinco gerações diferentes convivem no mesmo ambiente de trabalho: baby boomers, geração X, millennials, geração Z e geração alpha. Uma pesquisa da Serasa Experian, realizada com 1.526 profissionais brasileiros, revela que todas essas gerações compartilham um desejo comum: líderes capacitados para acolher as diferenças, minimizar tensões e criar um ambiente seguro.

Os dados mostram que cada geração prioriza benefícios distintos, refletindo suas experiências e momentos de carreira, o que também influencia o tipo de liderança que preferem. A gerente de recursos humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, destaca que, apesar das expectativas variadas, todas as gerações valorizam respeito, equilíbrio e escuta ativa.

Prioridades de Cada Geração

A geração Z, por exemplo, valoriza benefícios tradicionais, como saúde (74,3%), mas também dá importância a alimentação e descontos. Para esses jovens, uma liderança que ofereça orientação clara e oportunidades de aprendizado é fundamental.

Os millennials, por sua vez, buscam um equilíbrio entre vida profissional e pessoal, priorizando alimentação (77,6%), educação (42,5%) e autonomia. Eles esperam dos gestores um ambiente que promova clareza e escuta ativa.

A geração X, que viveu um mercado de trabalho mais rígido, prioriza saúde (86,8%), benefícios financeiros (48,8%) e educação (40,3%). Esse grupo espera líderes que promovam trocas reais de experiências.

Entre os baby boomers, saúde (88,2%) e benefícios financeiros (63%) são as principais prioridades, refletindo a busca por segurança na carreira. Eles também demonstram maior abertura para a convivência multigeracional.

A geração alpha, ainda em formação, não foi especificamente abordada na pesquisa, mas inclui crianças e adolescentes que, em alguns casos, já atuam como estagiários e jovens aprendizes.

Saúde Mental e Bem-Estar no Trabalho

A geração Z é a que mais se sente vulnerável em relação à saúde mental, com 24,6% acreditando que as empresas investem no tema. No entanto, 54,5% não se sentem confortáveis para discutir sua saúde emocional, e 41,7% admitiriam omitir esse histórico em entrevistas.

Os millennials apresentam uma visão intermediária: 30,6% se sentem à vontade para falar sobre saúde mental, mas metade ainda percebe desconforto no ambiente de trabalho. Além disso, 46,3% apontam a necessidade de líderes que tratem o tema com naturalidade.

A geração X mostra que 50,9% percebem práticas reais de acolhimento nas empresas, enquanto 42,7% acreditam que colaboradores afastados por motivos emocionais são tratados de forma igual. Os baby boomers são os que mais se sentem confortáveis para discutir saúde mental (29,1%) e demonstram interesse por programas segmentados por faixa etária (49,6%).

As medidas mais eficazes para melhorar a saúde mental no trabalho incluem a adoção de práticas que inibam excessos e assédios morais (50,7%), jornadas de trabalho flexíveis (46%) e capacitação de gestores para conversas abertas sobre bem-estar (45,9%).

Em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, as práticas voltadas à preservação da saúde mental são as mais valorizadas (44%), seguidas por benefícios estruturantes, como licença maternidade de seis meses ou mais (43%), horários flexíveis (39%) e licença paternidade ampliada (34%).

Fonte por: It Forum

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