Maio nos ensina que cuidar é também proteger

Dados de mães e crianças demandam maior privacidade, governança e segurança digital em um ecossistema cada vez mais interconectado.

25/05/2026 09:50

3 min

Maio nos ensina que cuidar é também proteger
(Imagem de reprodução da internet).

Maio: Mês da Maternidade e da Proteção de Dados

Maio é um mês repleto de significados, marcado pela celebração das mães, que simbolizam cuidado e proteção. No entanto, também é um período em que a comunidade tecnológica se volta para a discussão sobre privacidade e governança de dados. O Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais, celebrado em 28 de maio, destaca a crescente maturidade do Brasil nas conversas globais sobre o tema.

Essa coincidência de datas nos leva a refletir sobre a interconexão entre a maternidade e a proteção de dados, um assunto que merece nossa atenção.

Mães, Crianças e a Exposição de Dados Pessoais

Levantamentos recentes indicam que os dados pessoais de mães e crianças estão entre os mais vulneráveis a vazamentos no Brasil. Esses dados vão além de informações básicas, como CPF e endereços, abrangendo rotinas familiares, informações escolares, planos de saúde e até fotos compartilhadas nas redes sociais. Cada interação digital deixa um rastro que, se não for protegido adequadamente, pode ser explorado para fraudes e crimes, afetando aqueles que deveriam estar mais seguros.

A Maternidade Contemporânea e os Dados

A maternidade atual é intrinsecamente ligada à coleta de dados. Desde a gestação, ultrassons são compartilhados em grupos familiares, e aplicativos monitoram o desenvolvimento dos bebês. Essa intimidade digital, muitas vezes ignorada, levanta questões importantes sobre a governança de dados e a proteção da privacidade das famílias.

Assim, a discussão sobre governança se torna não apenas técnica, mas essencialmente humana.

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Governança de Dados e o Risco Humano

Quando abordamos a proteção de dados nas empresas, é comum focar em estruturas e políticas, como a LGPD. No entanto, é crucial lembrar que por trás de cada base de dados existe uma pessoa real, que pode ser uma mãe em um momento de vulnerabilidade, como ao cadastrar seu filho em um aplicativo de saúde.

Proteger Dados: Um Ato de Cuidado

A proteção de dados deve ser vista como um ato de cuidado. Isso implica reconhecer a vulnerabilidade do outro e agir com responsabilidade técnica e ética. A segurança da informação não deve ser encarada apenas como um custo, mas como um compromisso com a dignidade de quem confia seus dados a nós.

Diversidade e a Visão de Riscos

A WOMCY defende que a cibersegurança deve ser abordada de maneira mais inclusiva. Ao diversificar as vozes nas mesas de decisão, ampliamos a capacidade de identificar riscos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. A proteção de dados de crianças e a análise de fraudes que afetam mulheres chefes de família exigem uma sensibilidade específica, tornando a diversidade uma vantagem competitiva.

Maio: Um Chamado por um Ecossistema Digital Seguro

Neste mês de maio, é importante ampliar a celebração das mães, comprometendo-se a construir um ecossistema digital mais seguro. As empresas devem revisar suas políticas de coleta de dados, e os profissionais de segurança devem considerar quem está mais exposto. Reguladores e a sociedade civil também devem continuar a pressionar por padrões mais elevados de proteção.

Cuidar e Proteger Dados

Cuidar sempre foi sinônimo de proteger. Em 2026, essa proteção se estende aos dados, e que maio nos lembre disso ao longo do ano.

Fonte por: Its Show

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