Meta desiste do metaverso e foca definitivamente em IA após cortes e fechamento de estúdios

Meta encerra aposta no metaverso com demissões em massa na divisão Reality Labs, afetando 1,5 mil funcionários.

20/01/2026 19:10

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Imagem mostrando várias moedas douradas espalhadas sobre uma sup...

Meta encerra investimentos no metaverso

A Meta, anteriormente conhecida como Facebook, está encerrando sua ambiciosa aposta no metaverso. Recentemente, a empresa demitiu cerca de 1,5 mil funcionários da divisão Reality Labs, que cuida de projetos de realidade virtual e aumentada, representando cerca de 10% da equipe desse setor. Além disso, vários estúdios internos de jogos em realidade virtual foram descontinuados, sinalizando uma mudança significativa na estratégia da companhia, que em 2021 reformulou sua identidade em torno dessa visão.

Essa decisão contrasta com a postura adotada quatro anos atrás, quando a Meta acreditava que a próxima grande plataforma social surgiria em ambientes virtuais imersivos. Na época, a empresa apostava que as novas gerações prefeririam interações em mundos digitais, inspiradas por jogos online, em vez de redes sociais tradicionais.

Desafios financeiros e de mercado

O fator financeiro desempenhou um papel crucial nessa mudança de direção. A divisão Reality Labs acumulou prejuízos bilionários ao longo dos anos, com estimativas indicando que cerca de US$ 73 bilhões foram investidos no projeto desde sua criação. Essa situação gerou pressão significativa de investidores por uma reavaliação das estratégias da empresa.

Além disso, a adoção do metaverso não atingiu as expectativas. Dados de mercado mostram uma queda nas vendas globais de headsets de realidade virtual por três anos consecutivos até 2024, mesmo com a Meta dominando mais de três quartos desse mercado. O aplicativo Horizon, apesar de milhões de downloads, teve um uso limitado em comparação com a base de mais de 3,5 bilhões de usuários diários das plataformas sociais da empresa.

Modelo econômico e questões de segurança

Outro ponto crítico foi o modelo econômico proposto pela Meta. A empresa anunciou taxas elevadas sobre a venda de ativos digitais dentro do Horizon Worlds, que chegavam a quase metade do valor das transações. Essa política gerou resistência entre desenvolvedores e criadores de conteúdo, diminuindo o apelo da plataforma.

Além disso, questões de segurança se tornaram um foco de atenção. Relatos de assédio e abusos em ambientes virtuais levaram a empresa a implementar mecanismos corretivos apenas após os episódios se tornarem públicos, refletindo críticas semelhantes já direcionadas às suas redes sociais tradicionais.

Foco em novas tecnologias

Enquanto o metaverso perde espaço, a Meta está direcionando seus esforços para outras inovações. Os óculos inteligentes Ray-Ban, que possuem recursos de realidade aumentada e integração com assistentes de IA, estão ganhando demanda e atenção estratégica. A empresa também está aumentando seus investimentos em modelos de linguagem e aplicações de inteligência artificial, que agora são considerados prioritários.

Com essa mudança de foco, a Meta, sob a liderança de Mark Zuckerberg, está concentrando seus esforços em produtos baseados em inteligência artificial, óculos inteligentes e plataformas de software, relegando a realidade virtual a um segundo plano após anos de investimentos significativos.

Fonte por: It Forum

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