MPF cobra esclarecimentos da Oi, Claro e TIM sobre tarifas adicionais nas contas

Estudo investiga a oferta de serviços de valor adicionado, como streaming e saúde, via telefonia móvel.

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(Imagem de reprodução da internet).

MPF Exige Transparência das Operadoras de Telefonia

O Ministério Público Federal (MPF) está solicitando que as operadoras Oi, Claro e TIM apresentem na Justiça detalhes sobre o processo de contratação dos serviços de valor adicionado. Esses serviços incluem plataformas de streaming, antivírus, bancas digitais e serviços de saúde oferecidos via telefonia móvel.

Decisão Judicial e Bloqueio de Serviços

A solicitação do MPF é parte do cumprimento de uma sentença que já foi confirmada desde março do ano passado, resultante de uma ação civil pública iniciada em 2002. A decisão judicial determina que as operadoras devem realizar o bloqueio gratuito desses serviços antes da contratação e proíbe a exploração e autorização sem o consentimento explícito dos assinantes ou a assinatura de um contrato específico.

Irregularidades na Prestação de Serviços

Investigações conduzidas pelo MPF revelaram irregularidades na oferta desses serviços. Muitos consumidores não haviam contratado explicitamente os produtos que apareceram em suas faturas. Além disso, frequentemente, a pessoa que pagava a conta não era a mesma que utilizava o serviço, e muitas vezes não tinha conhecimento de que estava sendo cobrada.

Deficiências na Informação ao Consumidor

O procurador da República, Carlos Augusto de Amorim Dutra, que supervisiona o cumprimento da sentença, ressalta que as informações sobre tarifas e a possibilidade de bloqueio ainda são insuficientes. Ele observa que os valores referentes a esses serviços não estão claramente discriminados nas faturas, dificultando a defesa do consumidor contra cobranças indevidas.

Continuidade da Oferta de Serviços sem Autorização

O procurador também destaca que os serviços de valor adicionado continuam sendo oferecidos por meio de aplicativos, sites e mensagens. No entanto, as operadoras ainda não demonstraram de maneira transparente como estão informando os consumidores sobre a necessidade de autorização prévia para a contratação desses serviços.

Fonte por: Convergencia Digital

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