Obras do mega data center do TikTok têm início no Ceará e intensificam disputa por energia e governança

Obras do mega data center do TikTok no Ceará progridem na ZPE do Pecém, com previsão para 2027 e discussões sobre energia e compliance.

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Mega data center do TikTok em construção no Ceará, com estruturas industriais de grande escala, canteiro de obras e integração com energia renovável.

Mega data center do TikTok em construção no Ceará, com estruturas industriais de grande escala, canteiro de obras e integração com energia renovável.

Início das Obras do Mega Data Center do TikTok no Ceará

As obras do mega data center do TikTok começaram na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém, Ceará. O projeto, que envolve a ByteDance e parceiros locais, visa a construção de uma infraestrutura que utilizará energia renovável, com a previsão de entrega do primeiro “data hall” em setembro de 2027. Essa iniciativa é vista como uma operação voltada para a exportação de serviços, levantando discussões sobre capacidade elétrica, licenciamento e a importância dos data centers na estratégia de TI e cibersegurança das grandes empresas.

Detalhes sobre a Obra e o Cronograma

O início das obras do mega data center do TikTok representa a transição do planejamento para a execução. A preparação do terreno na ZPE do Pecém, que já abriga diversos projetos industriais e de infraestrutura digital, é um passo importante. O cronograma indica que o primeiro data hall deve estar pronto em setembro de 2027, permitindo que as áreas de TI e segurança comecem a se planejar para a integração dessa nova infraestrutura ao ecossistema de serviços do Porto do Pecém.

Além disso, é importante ressaltar que a construção de um data center não é um processo rápido. A fase de instalação de energia, subestações e montagem do ambiente de TI é tão crucial quanto a construção civil em si.

Consumo de Energia e Suas Implicações

Um dos aspectos mais relevantes do projeto é o consumo de energia. O data center terá uma potência de TI estimada em 200 MW, com um consumo total que pode chegar a 300 MW. Essa realidade transforma a discussão sobre data centers, que passam a ser vistos não apenas como imóveis, mas como sistemas energéticos complexos.

Para o setor corporativo brasileiro, isso significa uma pressão crescente sobre a capacidade elétrica, impulsionando investimentos em geração de energia renovável e desafiando a infraestrutura de transmissão e distribuição. O aumento da demanda por energia, espaço e conectividade se torna um fator crítico nas negociações e na continuidade dos negócios.

ZPE do Pecém: Modelo Exportador e Regulação

O projeto do data center está inserido em um modelo de operação da ZPE do Pecém, onde a prestação de serviços é considerada uma forma de exportação. Essa abordagem influencia as decisões governamentais e as regras que regem a ZPE, que visa estimular investimentos voltados para o mercado externo.

Para as empresas de TI, isso significa que a lógica exportadora traz novas camadas de compliance e rastreabilidade, aumentando a complexidade das obrigações regulatórias e administrativas. A presença do mega data center do TikTok em um contexto de cluster de projetos reforça a necessidade de governança para evitar riscos sistêmicos.

Impactos em TI e Cibersegurança

Embora o data center atenda principalmente a usuários internacionais, seu impacto local é significativo. A construção de grandes data centers altera as cadeias de fornecimento e atrai empresas de manutenção e automação, criando uma nova densidade de ativos críticos. Para os líderes de TI e segurança, isso se traduz em três áreas principais de foco.

Importância da Acompanhamento por Executivos

O início das obras do mega data center do TikTok é um indicativo de que o Brasil está avançando na corrida por capacidade digital, com foco na execução de projetos. Para os CIOs, isso pode abrir novas oportunidades de interconexão e serviços na região Nordeste nos próximos anos. Para os CISOs, a concentração de infraestrutura também significa um aumento do risco, tornando essencial o acompanhamento do cronograma e das evoluções em energia, compliance e cadeias de fornecimento.

Em 2026, é fundamental que as empresas tratem esses temas como parte de seu planejamento estratégico, considerando as implicações que o avanço do projeto terá no setor de TI e cibersegurança.

Fonte por: Its Show

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