Presidente da IBM Brasil descarta modelo soberano de IA no país

A inteligência artificial (IA) transforma a indústria de tecnologia ao democratizar seu uso, rompendo com a lógica de competição e consolidação.

22/01/2026 17:50

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Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil. Foto: Divulgação

Transformação da Indústria de Tecnologia com a Inteligência Artificial

A indústria de tecnologia tem sido historicamente guiada pela competição e pela consolidação, com plataformas dominantes e padrões estabelecidos. No entanto, a inteligência artificial (IA) está mudando esse paradigma ao se democratizar, permitindo seu uso em diversas áreas e resultando em um ecossistema diversificado, em vez de um monopólio tecnológico.

Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, destaca que a IA não é um jogo de um único vencedor. Ele explica que a ideia de um modelo dominante que atenda a todas as necessidades não se sustenta na prática, pois diferentes contextos exigem soluções variadas. Modelos menores e especializados podem ser mais eficientes e econômicos, especialmente em ambientes corporativos onde cada centavo conta.

Desafios e Oportunidades na Orquestração da IA

Com a convivência de múltiplos modelos de IA, as empresas enfrentam a necessidade de orquestrar diferentes inteligências em um mesmo fluxo de trabalho. Essa realidade já se impõe em setores como bancos, governo e varejo, onde a orquestração se torna essencial para garantir a eficiência e a governança dos processos.

Braga enfatiza que a orquestração é crucial para que diferentes modelos e sistemas interajam de forma coordenada, respeitando políticas de segurança e governança. Sem essa camada de orquestração, o risco de falhas e inconsistências aumenta significativamente.

A Nova Realidade do Trabalho com IA

A inteligência artificial passou a ser uma questão central na agenda dos conselhos e CEOs, com sistemas autônomos tomando decisões e gerando impacto nos negócios. Braga observa que as empresas precisam aprender a gerenciar não apenas pessoas, mas também esses novos agentes autônomos que atuam em suas operações.

A soberania, nesse contexto, se torna uma questão de controle sobre os dados e processos, independentemente de onde a IA esteja operando. O foco deve ser na capacidade de governar e entender as ações da IA, em vez de se preocupar com a infraestrutura específica onde ela é executada.

O Papel das Pessoas na Adoção da IA

Braga ressalta que a transformação impulsionada pela IA é, em grande parte, uma questão humana. O treinamento e o letramento executivo são fundamentais para o sucesso dos projetos de IA. A resistência à mudança não está ligada à idade, mas sim à disposição das pessoas em adotar novas tecnologias e processos.

A separação entre tecnologia e negócios está se tornando obsoleta, com profissionais de diversas áreas interagindo diretamente com a automação e a lógica computacional. A vantagem competitiva futura dependerá da capacidade das pessoas de utilizar essas ferramentas para repensar e redesenhar os processos de negócios.

Fonte por: It Forum

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