Negociações entre Sindpd-SP e Seprosp terminam sem acordo
A segunda rodada de negociações entre o Sindpd-SP, que representa os trabalhadores em tecnologia da informação, e o Seprosp, que representa as empresas do setor, ocorreu na quinta-feira, 22 de janeiro, mas não resultou em um acordo.
Propostas de reajuste salarial
O Seprosp manteve sua proposta de reajuste salarial de 3,9%, correspondente ao INPC de 2025, além de um aumento de 6% nos pisos salariais. Em contrapartida, o Sindpd apresentou uma proposta de 8% de reajuste nos pisos e um aumento salarial de 6%. O sindicato dos trabalhadores também sugeriu um piso salarial de R$ 5.180,00 para profissionais com nível superior.
Cláusulas da Convenção Coletiva
Durante as negociações, ficou acordada a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho vigente, com a exclusão de três cláusulas que já estavam superadas. Em relação ao Auxílio-Refeição, o Seprosp propôs um valor mínimo líquido de R$ 32 para 2026, aceitando também incluir na cláusula do benefício o pagamento correspondente a 22 dias por mês, durante 12 meses, garantindo o pagamento do VR nas férias. O Sindpd defendeu que essa questão fosse explicitada na cláusula a partir de 2026.
Inclusão de novas cláusulas
O Sindpd informou que o Seprosp rejeitou a inclusão de cláusulas sobre diversidade, inclusão de mulheres, respeito ao meio ambiente, saúde mental e capacitação profissional. O sindicato dos trabalhadores argumentou que essas cláusulas não gerariam custos adicionais para as empresas e sugeriu que fossem especificadas na nova CCT como não sujeitas a multas por descumprimento. Uma nova rodada de negociações será agendada para a próxima semana.
Próximos passos nas negociações
As partes envolvidas continuarão a discutir as propostas em uma nova rodada de negociações, que está prevista para ocorrer na próxima semana. O objetivo é encontrar um consenso que atenda tanto as demandas dos trabalhadores quanto as necessidades das empresas do setor.
Fonte por: Convergencia Digital
