Resiliência inegociável: lições do padrão europeu para o Brasil digital

DORA: o padrão europeu de resiliência operacional que inspira bancos e empresas brasileiras a garantir serviços essenciais ininterruptos.

13/02/2026 9:40

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Inteligência Artificial e Resiliência Operacional

O debate sobre inteligência artificial (IA) destaca a importância da ética e transparência, mas a maturidade dos negócios em 2026 exige uma abordagem pragmática para a sobrevivência das operações. A implementação do Digital Operational Resilience Act (DORA) na União Europeia estabelece um novo padrão global, focando na capacidade das organizações de se protegerem e superarem crises sem interromper suas funções essenciais.

Impacto Imediato no Brasil

O Brasil sente o impacto imediato dessa norma. Com um dos ecossistemas bancários mais avançados do mundo, a continuidade dos serviços deve ser vista como um ativo estratégico, não apenas um detalhe técnico. O aprendizado crucial para as lideranças brasileiras é a necessidade de uma mudança de mentalidade, onde a cultura de prevenção se estende à gestão de impactos.

Incidentes Inevitáveis e a Nova Perspectiva do C-Level

Tradicionalmente, os investimentos se concentraram em prevenir invasões, mas a resiliência reconhece que incidentes como ataques cibernéticos e desastres naturais são inevitáveis. A questão central que os executivos devem abordar agora não é se a estrutura será afetada, mas sim em quanto tempo o ambiente conseguirá se recuperar.

Continuidade como Questão de Segurança Nacional

Uma interrupção significativa em um player sistêmico pode causar um efeito dominó, afetando o comércio e a confiança social. O DORA considera essa vulnerabilidade uma questão de segurança nacional, estabelecendo a continuidade total como a única meta aceitável. Isso implica que a tecnologia deve ser projetada para enfrentar cenários adversos, garantindo que as funções essenciais do país permaneçam operacionais mesmo em situações críticas.

Redundância e Soberania Digital

Para atender a essas exigências, a arquitetura brasileira deve evoluir para modelos de redundância extrema e desacoplamento de riscos. As organizações precisam eliminar a dependência de pontos únicos de falha e investir em soluções de recuperação rápida que não dependam de conexões globais. O uso estratégico de nuvens soberanas e centros de dados locais se torna essencial para manter o ecossistema em funcionamento.

Resposta como Ativo Competitivo

A rigidez na infraestrutura se traduz em conformidade e proteção contra paralisias sistêmicas. Antecipar-se a padrões globais pode elevar as empresas brasileiras a um novo nível de credibilidade, transformando a capacidade de resposta em um ativo competitivo crucial. O futuro da estabilidade financeira reside na garantia de que, independentemente das circunstâncias, o sistema permanecerá em operação.

Fonte por: Its Show

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