Sage Networks apresenta Nomodo, solução anti-DDoS para internet no Brasil

Nomodo: a solução anti-DDoS da Sage Networks para proteger ISPs no Brasil em tempo real e minimizar instabilidades.

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data center com escudo digital e fluxos de dados, representando proteção anti-DDoS on-premises para reduzir quedas e instabilidade em ISPs.

data center com escudo digital e fluxos de dados, representando proteção anti-DDoS on-premises para reduzir quedas e instabilidade em ISPs.

Impacto dos Ataques DDoS na Conectividade

Quedas inesperadas de conexão durante reuniões, transmissões ou jogos não são mais apenas um sinal de congestionamento. De acordo com a 33Giga, os ataques DDoS (negação de serviço distribuída) estão entre as principais causas de instabilidade, afetando diretamente a infraestrutura dos provedores, que é o ponto central por onde circulam milhares de clientes simultaneamente.

Para enfrentar esse desafio, a Sage Networks lançou o Nomodo, uma solução anti-DDoS on-premises que opera dentro da rede do provedor. Essa tecnologia analisa o tráfego continuamente e mitiga ataques antes que se tornem uma avalanche de reclamações e multas por indisponibilidade.

O que está mudando no DDoS: volume, velocidade e “ataques-relâmpago”

Os ataques DDoS evoluíram, deixando de ser apenas uma questão de volume. A escala e a frequência dos ataques aumentaram, com os piores casos superando recordes históricos. No terceiro trimestre de 2025, a Cloudflare bloqueou 8,3 milhões de ataques DDoS, uma média de 3.780 por hora, representando um aumento de 15% em relação ao trimestre anterior e 40% em comparação ao ano anterior.

Um aspecto preocupante para os executivos de TI é a rapidez dos ataques, que geralmente terminam em menos de 10 minutos. Isso torna difícil para as equipes reagirem manualmente sem automação, resultando em indisponibilidade antes que as medidas corretivas possam ser implementadas.

Por que ISPs se tornaram alvos preferenciais

Quando um ataque DDoS atinge um site isolado, o impacto é limitado. No entanto, quando o alvo é um provedor, as consequências são sistêmicas, afetando videoconferências, VPNs, sistemas ERP em SaaS, atendimento digital, e-commerce e integrações entre filiais. O Brasil possui mais de 20 mil ISPs, criando um ambiente competitivo e com superfícies de ataque amplas, atraindo grupos que buscam causar grandes impactos.

Para grandes empresas, o risco é duplo: a interrupção da conectividade pode afetar não apenas a operação externa, mas também os SLAs internos. Além disso, um ataque DDoS pode servir como uma distração para ataques mais direcionados, enquanto as equipes tentam restaurar a disponibilidade.

O que o Nomodo promete e a importância do “on-premises”

O Nomodo visa trazer a mitigação para dentro da infraestrutura do provedor, reduzindo a dependência de respostas remotas e aumentando o controle do tráfego no local onde os problemas surgem. O produto é descrito como uma solução anti-DDoS on-premises com mitigação em nanossegundos e monitoramento em tempo real, buscando simplificar a operação em ambientes de ISP.

A tecnologia do Nomodo observa o tráfego continuamente, mitigando ataques antes que a instabilidade se torne perceptível para o usuário final. Isso é crucial para minimizar os custos associados à má experiência do cliente e à necessidade de intervenções frequentes por parte das equipes de suporte.

Desafios econômicos: custo em dólar e adaptação ao tráfego brasileiro

Um fator econômico relevante é que a Sage Networks historicamente dependia de soluções anti-DDoS estrangeiras, o que elevava os custos operacionais e nem sempre se adequava às especificidades do tráfego e da topologia das redes brasileiras.

Para líderes de TI e segurança, isso explica por que o mesmo ataque pode ter impactos variados entre diferentes operadoras, devido a diferenças na arquitetura, capacidade de mitigação local e latência na limpeza do tráfego. Em um mercado onde as decisões de compra são influenciadas pelo preço, a proteção anti-DDoS pode se tornar invisível até que ocorra uma interrupção significativa.

Pesquisa e desenvolvimento: a origem do Nomodo

Outro aspecto importante é a origem do desenvolvimento do Nomodo, que contou com a colaboração de cientistas e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Essa parceria combina conhecimento acadêmico com experiência prática no mercado.

Esse esforço de pesquisa e desenvolvimento é significativo, pois busca garantir desempenho em cenários de tráfego real, ao invés de simplesmente reembalar soluções genéricas. Além disso, essa colaboração pode acelerar a evolução do produto em resposta a novas ameaças e padrões de ataque.

Expectativas para 2026: o que executivos de TI devem exigir

A introdução do Nomodo reflete uma tendência crescente: os ataques DDoS estão se tornando mais frequentes e rápidos. A Cloudflare destaca que ataques hipervolumétricos, associados a botnets, estão se tornando comuns, com recordes de tráfego que chegam a dezenas de Tbps.

Para organizações que dependem de conectividade estável, como bancos e varejo, é essencial não apenas ter mitigação, mas também entender:

Mesmo que um ataque não seja direcionado à sua empresa, a operação pode ser afetada. Portanto, a governança deve incluir a disponibilidade e resiliência da cadeia de conectividade como parte do programa de risco cibernético.

Importância da solução para o mercado B2B

A introdução do Nomodo é significativa, pois coloca uma solução anti-DDoS on-premises voltada para ISPs no centro do debate sobre disponibilidade no Brasil. A disponibilidade se tornou um KPI crucial para os negócios, e a defesa contra ataques DDoS precisa ser contínua, automatizada e próxima do tráfego.

Para os executivos, a mensagem é clara: em 2026, aqueles que ainda tratam DDoS como um evento raro enfrentarão sérias consequências. Na era do trabalho híbrido e da dependência de APIs, minutos de instabilidade podem resultar em horas de prejuízo, impactando diretamente as áreas de TI, segurança e a alta administração.

Fonte por: Its Show

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