Sandy Carter revela como as empresas podem evitar o “purgatório de pilotos” em IA

Sandy Carter, COO da Unstoppable Domains, analisa o “purgatório de pilotos” da IA no SXSW 2026, destacando desafios para empresas.

2 min de leitura
Pessoa em pé atrás de um púlpito transparente, vestindo um blazer rosa-choque sobre uma blusa preta. O rosto da pessoa está desfocado. Ela faz um gesto de 'OK' com a mão direita. (IA, sandy carter)

Pessoa em pé atrás de um púlpito transparente, vestindo um blazer rosa-choque sobre uma blusa preta. O rosto da pessoa está desfocado. Ela faz um gesto de 'OK' com a mão direita. (IA, sandy carter)

Desafios na Implementação da Inteligência Artificial nas Empresas

A crescente empolgação em torno da inteligência artificial (IA) contrasta com as dificuldades que muitas empresas enfrentam para transformar testes iniciais em aplicações práticas. Esse fenômeno, denominado “purgatório de pilotos”, foi abordado por Sandy Carter, COO da Unstoppable Domains, durante sua participação no SXSW 2026, com base em dados de mais de 450 organizações.

De acordo com Carter, o principal desafio não reside na tecnologia, mas na maneira como as empresas estruturam suas estratégias e integram a IA em seus negócios. Para superar essa barreira, é essencial que as organizações não apenas escolham as ferramentas adequadas, mas também realizem mudanças estruturais na forma como os dados são organizados e utilizados.

Ela enfatiza a importância de investir em governança de dados, pois, sem uma gestão adequada, a eficácia da IA pode ser comprometida.

Liderança e a Superação da Cultura de Testes

A postura da liderança é um fator determinante que diferencia empresas que avançam na adoção de IA daquelas que permanecem em um ciclo de testes. Carter observa que organizações onde os executivos utilizam IA no cotidiano apresentam maiores taxas de sucesso na implementação da tecnologia.

O envolvimento ativo do CEO é crucial para transformar iniciativas experimentais em projetos que geram resultados tangíveis. Nesse sentido, é fundamental que o foco se desloque da ferramenta para o objetivo de negócio, com clareza sobre os problemas que a IA deve resolver.

Além disso, a evolução dos modelos de linguagem é essencial para compreender relações de causa e efeito, permitindo simulações de cenários e antecipação de problemas, o que requer uma base sólida de dados e governança.

A IA como Parte da Equipe e a Importância da Governança

A crescente adoção de agentes de IA sugere uma mudança na estrutura organizacional. Carter defende que esses sistemas devem ser vistos como membros da equipe, o que implica novas práticas de gestão e supervisão. Nesse contexto, a governança se torna uma prioridade nos investimentos, muitas vezes superando os gastos com a aquisição de tecnologia.

Para maximizar o potencial da automação, é fundamental que ela seja orientada pelo discernimento humano, destacando que as pessoas continuam sendo o elemento mais crítico na equação. Carter ressalta que o sucesso na implementação de IA começa com as pessoas, que são responsáveis por direcionar o uso eficaz dessa tecnologia.

Embora o debate sobre a transformação de pilotos em aplicações reais tenha ganhado destaque em eventos do setor, esse desafio se consolida como um dos principais temas da agenda corporativa global.

Fonte por: It Forum

Sair da versão mobile