Setor suinícola brasileiro aposta em tecnologias emergentes para aumentar competitividade

Suinocultura utiliza IA e Big Data com IoT e sensores; produção deve crescer 5% em 2025 e demanda por cibersegurança no agronegócio aumenta.

29/01/2026 18:40

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Imagem representando revolução tecnológica por IA e Big Data na ...

Transformação Digital na Suinocultura Brasileira

A suinocultura no Brasil está adotando tecnologias como inteligência artificial e big data para melhorar a produtividade e a eficiência operacional. Essa transformação digital, impulsionada pela integração de IoT, sensores e sistemas automatizados, possibilita o monitoramento em tempo real e a tomada de decisões baseadas em dados. Com uma produção estimada em 5,156 milhões de toneladas para 2024 e um crescimento projetado de 5% para 2025, o setor requer uma infraestrutura robusta de TI e cibersegurança para proteger informações sensíveis.

IoT e Sensores: Criando um Ecossistema de Dados

A implementação de inteligência artificial na suinocultura depende de uma base sólida de coleta de dados. Sensores instalados nas granjas monitoram temperatura, umidade, qualidade do ar e comportamento dos animais. Câmeras inteligentes ajudam a identificar padrões que podem indicar problemas de saúde.

Essa infraestrutura de IoT gera grandes volumes de dados que precisam ser processados em tempo real. Sistemas automatizados analisam essas informações e alertam os gestores sobre anomalias, permitindo intervenções precoces que minimizam perdas e melhoram o bem-estar dos animais.

Nutrição e Saúde Animal

As principais aplicações de inteligência artificial incluem a gestão nutricional personalizada, onde algoritmos ajustam a composição das rações com base em dados individuais dos animais. Isso resulta em um uso mais eficiente dos alimentos e na redução de custos operacionais.

A detecção precoce de doenças é outra aplicação crucial. Sistemas de visão computacional conseguem identificar mudanças sutis no comportamento dos animais antes que sintomas clínicos se tornem evidentes, permitindo tratamentos mais eficazes e evitando a propagação de doenças.

Desafios de Conectividade e Infraestrutura de TI

A adoção de inteligência artificial enfrenta desafios estruturais, como a conectividade limitada em muitas áreas rurais. Apesar do aumento de 150% no acesso à internet rural entre 2016 e 2024, a transmissão de grandes volumes de dados ainda requer conexões estáveis e rápidas.

Gestores de TI devem desenvolver arquiteturas que combinem processamento local com soluções em nuvem, já que a latência na transmissão de dados pode comprometer sistemas que dependem de respostas em tempo real. A integração de dispositivos de diferentes fabricantes também exige plataformas unificadas para análise de dados.

Cibersegurança no Agronegócio Digital

A digitalização da suinocultura expõe o setor a novas ameaças cibernéticas. Sistemas automatizados que controlam aspectos críticos, como ventilação e alimentação, podem ser alvos de ataques, resultando em perdas significativas e comprometendo o bem-estar animal.

A coleta de dados sensíveis sobre produção e processos operacionais requer proteção rigorosa. Informações estratégicas podem ser alvo de concorrentes ou vendidas em mercados clandestinos, tornando essencial a adaptação das políticas de segurança da informação ao contexto do agronegócio.

Demanda por Profissionais Especializados

A transformação digital no setor gera uma crescente demanda por profissionais com habilidades híbridas, que combinem conhecimento em inteligência artificial, análise de dados e processos do agronegócio. Programas de capacitação estão surgindo para atender a essa necessidade.

Cientistas de dados e engenheiros de software precisam entender as particularidades da produção animal para desenvolver soluções eficazes. A interdisciplinaridade se torna uma competência essencial, e grandes empresas começam a formar equipes internas de tecnologia para desenvolver soluções personalizadas.

Impacto na Competitividade Global

A adoção de inteligência artificial e big data coloca a suinocultura brasileira em um novo patamar competitivo. Com exportações para 90 países, o Brasil precisa acelerar sua digitalização para atender às exigências de qualidade e sustentabilidade do mercado internacional.

A eficiência operacional proporcionada por essas tecnologias resulta em vantagens competitivas, como redução de custos e melhor aproveitamento de recursos. O investimento em infraestrutura de TI e cibersegurança é crucial para que as empresas mantenham sua relevância no mercado global de proteínas.

Fonte por: Its Show

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