Soberania digital se torna prioridade estratégica para executivos de tecnologia

Soberania digital ganha destaque na agenda de tecnologia em meio a tensões globais e uso crescente da computação em nuvem.

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soberania de dados, nuvem, cloud, infra

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A Soberania Digital e Seu Impacto nas Empresas

A soberania digital se tornou um tema central na agenda das empresas de tecnologia, deixando de ser uma discussão restrita a governos e setores regulados. Com o aumento das tensões globais e a popularização da computação em nuvem, as organizações estão sendo pressionadas a reavaliar como armazenam, processam e protegem seus dados, além de quem realmente controla esses ativos estratégicos.

Uma análise recente da Forrester indica que, a partir de 2025, a soberania digital começou a influenciar diretamente as estratégias de nuvem pública em diversas regiões e setores. Ignorar essa questão pode resultar em desafios operacionais, regulatórios e até mesmo na continuidade dos negócios nos próximos anos.

Atualmente, muitas organizações dependem de provedores globais de tecnologia que operam sob jurisdições estrangeiras. Novas regulamentações, como NIS2 e DORA, aumentam o escrutínio sobre onde as informações são armazenadas, quem pode acessá-las e como os sistemas se comportam em crises ou instabilidades geopolíticas.

Setores Impactados pela Soberania Digital

O movimento em direção à soberania digital não se limita ao setor público ou a áreas como finanças e defesa. Setores como saúde, manufatura, energia e educação estão incorporando critérios de soberania em suas decisões de tecnologia da informação. Para os líderes de tecnologia, isso implica reavaliar premissas históricas e buscar um equilíbrio entre inovação, eficiência e autonomia operacional.

Forças Impulsionadoras da Mudança

Quatro forças principais estão impulsionando essa mudança. O primeiro é a expansão de estratégias de nuvem que atendem a requisitos soberanos, agora adotadas por empresas de setores menos regulados. O segundo fator é o fortalecimento da nuvem privada, que permite às organizações manter cargas de trabalho sensíveis em ambientes próprios, minimizando a exposição a legislações estrangeiras.

A terceira força é a transformação do multicloud, onde o uso de múltiplos provedores se torna uma estratégia não apenas para evitar lock-in, mas também para garantir conformidade regulatória. Por fim, governos de vários países estão planejando aumentar investimentos em soberania digital, tratando o tema como um pilar de resiliência nacional, o que se traduz em regulamentações mais rigorosas e auditorias de compliance mais profundas.

Abordagem de Soberania Mínima Viável

Diante desse cenário, recomenda-se evitar soluções excessivamente complexas ou onerosas. A abordagem de “soberania mínima viável” sugere focar no essencial, identificando quais cargas exigem controles soberanos e escolhendo provedores com compromissos verificáveis. É importante combinar nuvem pública soberana, nuvem privada e parceiros locais confiáveis, além de considerar cenários de risco geopolítico e integrar a soberania aos programas de gestão de risco corporativo.

Enquanto grandes provedores globais ampliam suas ofertas, empresas regionais também estão reforçando suas propostas de valor. Para os executivos de tecnologia, adaptar-se a essas mudanças significa ganhar flexibilidade e resiliência em um ambiente cada vez mais regulado e politicamente sensível.

Fonte por: It Forum

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