SpaceX critica Comissão Europeia por reserva de mercado que impacta D2D

Starlink, empresa de Elon Musk, critica decisão de oferecer apenas um terço da faixa de 2GHz para estrangeiros como inconsistente.

19/06/2026 12:50

2 min

celular-via-satelite
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Disputa Satelital e Conectividade D2D

A competição no setor de satélites se intensifica com a introdução da oferta D2D, que conecta satélites a celulares. A SpaceX, empresa de Elon Musk e proprietária da Starlink, expressou preocupações sobre o plano da Comissão Europeia (CE) para a distribuição do espectro de satélites, alertando que as propostas podem afetar a conectividade com dispositivos móveis.

Críticas da SpaceX ao Plano da Comissão Europeia

A SpaceX criticou a decisão da CE de reservar apenas um terço da faixa de frequência de 2 GHz para empresas fora da União Europeia (UE), mantendo o restante para companhias sediadas no bloco. Segundo a empresa, essa medida exclui concorrentes estrangeiros e prejudica a expansão da plataforma Starlink.

A empresa já estabeleceu parcerias com operadoras europeias, como Deutsche Telekom e Orange, para oferecer serviços Starlink D2D. A SpaceX argumenta que a proposta da CE dividiria o espectro em partes que seriam praticamente inutilizáveis, além de não estar alinhada com as regulamentações internacionais e a realidade econômica da Europa.

Impacto na Conectividade na Ucrânia

Outro ponto de discórdia é a intenção da Comissão Europeia de reservar frequências para a constelação europeia IRIS2. A SpaceX alerta que isso pode resultar em uma conectividade pior na Ucrânia, onde o Starlink tem sido crucial durante o conflito com a Rússia.

A empresa afirma que a proposta pode deixar os europeus sem serviços de satélite com conexão direta a dispositivos, além de criar problemas de interferência global que afetariam serviços de emergência, como os utilizados na Ucrânia.

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Posicionamento da Comissão Europeia

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, defendeu a destinação de frequências para operadoras locais, afirmando que isso incentivaria a diversificação de fornecedores e a entrada de novos players no mercado. Ela destacou que a banda de 2 GHz é essencial para aumentar a competitividade e a segurança da Europa, além de garantir a soberania tecnológica do continente.

Fonte por: Convergencia Digital

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